Os produtores rurais no Pará agora têm mais uma oportunidade para aderir ao desenvolvimento econômico sustentável. A Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) lançou, ontem, durante o 38º Encontro Ruralista, o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que permite uma nova linha de créditos para os fazendeiros investirem em novas tecnologias que minimizem ou neutralizem os gases que causam o efeito estufa.
Com isso, o Pará é o primeiro Estado brasileiro a participar do programa ABC, do Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, que disponibilizou R$ 3,4 bilhões de crédito somente para as safras de 2012 e 2013. O financiamento pode ser feito pelo Banco da Amazônia e Banco do do Brasil, com taxas fixas de juros de 5% ao ano.
Segundo o titular da Sagri, Hildegardo Nunes, o Pará já conta com a tecnologia necessária para que os grandes proprietários de terras possam utilizar durante a produção. A princípio, o programa pretende atingir principalmente o setor da pecuária, em volume das grandes áreas de pastagens no Estado – são 17 milhões de hectares (ha) em todo território paraense. “Estes recursos já estão disponíveis, agora cabe aos produtores começarem a modernizar o processo de produção”, disse.
META
A meta é que até 2020 mais de 500 mil hectares de áreas de pastagens degradadas sejam recuperadas, sendo que 100 mil hectares devem ser recuperados até 2015. O programa prevê o reflorestamento de 50 mil hectares de terras nos próximos dois anos.
A ideia é fazer com que o Pará chegue em 2020 com 200 mil hectares de florestas plantadas. O projeto consiste também em integrar lavoura-pecuária-floresta, implantar o tratamento de dejetos de animais e elaborar sistemas orgânicos de produção.
O limite de crédito para cada produtor é de R$ 1 milhão. Este recurso deve ser aplicado na compra de aparatos tecnológicos que garantam uma produção sustentável. “É importante ressaltar, por exemplo, que muitas áreas de pastagens são abertas por queimadas porque o produtor não tem maquinário que possa fazer o serviço sem precisar atear fogo na floresta”, frisou Nunes.
Com a aquisição de instrumentos tecnológicos, os produtores poderão planejar suas propriedades rurais, a fim de definir as áreas de produção e manter viva a floresta nativa. Uma cartilha foi elaborada com informações aos produtores sobre a nova linha de crédito. “Até janeiro todo este plano (ABC) estará sendo executado”, estimou Nunes.
(Diário do Pará)
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