Cerca de 1300 servidores efetivos do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) paralisaram as atividades desde as 0h desta quinta-feira (22), para pedir melhorias nas condições de trabalho à diretoria do órgão e Governo do Estado. A paralisação do expediente é por 24 horas e tem apenas caráter de advertência, portanto amanhã a categoria deve voltar ao trabalho.
De acordo com Élison Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran), o movimento teve adesão de 99% dos servidores de todo o Pará. "As principais agências estão paradas com a do Parque de Redenção, Ananindeua, Castanhal, Altamira e Marabá. Sem contar com as agências da capital, que também teve 99% da adesão", disse.
Mesmo com a paralisação confirmada pelo Sindentran, o Detran informou que os serviços do órgão não foram prejudicados e que as agências estão funcionando normalmente.
Élison afirma que ao ser informado sobre a paralisação dos servidores, o Detran contratou temporários para atender os usuários. "Dezenas de temporários foram contratados e foi feito um treinamento às pressas para atender às demandas. De qualquer forma, alguns serviços não estão sendo realizados, como vistoria de veículos, exame veicular, prova de legislação e habilitação", destaca o presidente do Sindetran.
O Detran disse que os temporários existentes são os que já eram contratados como em há em qualquer outro setor do Estado, mas que nenhuma pessoa foi contratada exclusivamente por causa da paralisação de hoje.
REUNIÃO
Nesta sexta-feira (23), uma audiência pública será realizada na sede do Detran, na avenida Augusto Montenegro, em Belém, para expor à direção do Detran, à Secretaria de Estado de Administração (Sead) e Secretaria de Segurança Pública (Segup), as reivindicações dos servidores. De acordo com o Sindetran, o Ministério Público e alguns deputados estaduais já confirmaram presença.
"Os servidores só querem a modernização do Detran, qualidade do serviço público e eliminar a precariedade existente há tempos. Isto tudo precisa ser solucionado, por isso ainda não decidimos nada sobre greve. Estamos tentando conversar para resolver o problema", apontou.
REIVINDICAÇÕES
A principal reivindicação da categoria ainda é a aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria que deveria estar aprovado no início deste ano e que tem sido protelado pelo governo do Estado. Além do Plano, questões como melhores condições de trabalho e proteção dos servidores em condições insalubres ou perigosas estão na pauta, falta de critérios para retirada e redução das GTIs dos servidores.
(Brunno Gustavo/DOL)
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