“Eu tinha dado um tempo. A correria do dia a dia não deixava eu vir doar sangue, mas voltei a doar periodicamente”, garante a estudante Thais Pinheiro, 24, doadora há cinco anos. O desafio da Fundação Hemopa não é somente conquistar mais doadores, mas garantir que os voluntários antigos, como Thais, compareçam ao hemocentro. Dos 400 mil doadores cadastrados, menos da metade, 48%, doa com repetição. Para chamar a atenção dos voluntários ausentes, o Hemopa, em parceria com a RBA, promove a campanha “Salvar vidas precisa mais que pulso. Precisa de coração. Doe sangue”, em alusão ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, no próximo domingo, 25.
A distância e a falta de tempo somadas ao medo fizeram com que a estudante Angélica Amarante, 31, adiasse a ida ao Hemopa. “Faz tempo que eu queria vir, mas ia deixando para depois. Até que hoje eu resolvi tirar o dia para fazer isso. Têm pessoas nos hospitais que estão esperando ‘para ontem’ a gente não pode deixar para depois”.
O carteiro João Santos Tavares, 52, deu uma pausa no dia de trabalho para doar sangue. Ele foi ao Hemopa após receber uma ligação das atendentes solicitando o comparecimento. “Venho sempre que possível, dentro do prazo limite, mas às vezes, a ligação é importante para lembrar”, conclui. De acordo com a gerente de captação de doadores do Hemopa, Juciara Farias, a maioria dos doadores só faz uma doação. “É por isso que precisamos da repetição como um trabalho contínuo, porque sempre temos pacientes que precisam de transfusão”.
Sangues considerados raros, como A-, O-, AB-, B- e AB- estão em falta.
Para o servidor público Éden Moraes da Costa, 42, doar sangue é um papel do cidadão. “Você sente que está sendo útil para a sociedade e isso é o mais importante”, diz.
(Diário do Pará)
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