O Hospital Ophir Loyola promoveu nesta sexta-feira (23), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, a jornada multiprofissional de pediatria oncológica. Além de orientar sobre a importância do diagnóstico precoce, o evento chamou a atenção para a assistência de forma ética e humanizada, com a oferta dos suportes necessários à recuperação dos pacientes.
Por ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima o surgimento de mais de nove mil novos casos de câncer infanto-juvenil no Brasil. Essa é a primeira causa de mortes por doença após um ano de idade até o fim da adolescência. A chance de cura para crianças acometidas por câncer gira em torno de 90%, mas essa taxa depende do tipo histológico e do diagnóstico em estágio inicial. “Quando a neoplasia é diagnosticada nos estádios 3 ou 4, considerados avançados, as chances caem para apenas 30 %”, ressalvou a oncopediatra Alaydes Wanderley.
A especialista explicou que não há como rastrear a doença em crianças com acontece em adultos. Por essa razão, os pais devem ficar atentos aos sinais e sintomas, que nem sempre são específicos.
“Os pais devem receber informações e ficar alerta para as maneiras de apresentação dos tumores na infância. Qualquer criança com dor óssea, palidez, manchas roxas na pele, sangramento nasal, dor de cabeça constante, entre outras anormalidades, deve passar por uma avaliação com o pediatra”, alertou, apontando particularidades no câncer infantil, como os tipos histológicos mais comuns, diferentes daqueles que acometem a fase adulta.
A quimioterapia é mais agressiva e intensa nas crianças e adolescentes. Os efeitos colaterais são diversos e as respostas ao tratamento são monitoradas pelo oncopediatra. Sem definição concreta das causas, a preocupação é que as unidades básicas de saúde façam o diagnóstico correto em tempo hábil, e os pacientes sejam encaminhados para centros especializados como o Hospital Ophir Loyola, onde farão o estadiamento do câncer para o tratamento adequado.
(Agência Pará)
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