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Árvores atrapalham motoristas

Elas servem de abrigo contra o sol forte que castiga Belém durante a maior parte do ano, mas a falta de manutenção faz delas também vilãs, principalmente do trânsito. Nas ruas, não é difícil ver, são inúmeros os pontos em que árvores mal podadas encobrem

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Elas servem de abrigo contra o sol forte que castiga Belém durante a maior parte do ano, mas a falta de manutenção faz delas também vilãs, principalmente do trânsito. Nas ruas, não é difícil ver, são inúmeros os pontos em que árvores mal podadas encobrem a total visão dos motoristas.

A reclamação é geral e os riscos de acidentes são frequentes.“Belém inteira está assim. Tanto faz se é muito ou pouco movimentada, os sinais viram e mexem ficam escondidos. A gente para se baseando em quem tá na frente. É um perigo”, avalia o comerciante, Pedro Vicente Campos, com o veículo parado na avenida Nazaré, esquina com a Vila Leopoldina, onde a sinalização fixada ao lado direito da via encontra-se completamente atrapalhada pelos galhos de uma das inúmeras mangueiras que ornam a via.“Pra mim que dirijo um veículo mais alto a situação é crítica. Não dá pra ver nada nem desse [Vila Leopoldina] nem do outro [travessa 14 de março]. Falta essa preocupação com a sinalização”, opina o motorista Leonardo Oliveira. São mangueiras também as barreiras na avenida Pedro Miranda, bairro da Pedreira. Ao longo de toda a extensão da via é possível perceber o avanço dos galhos que saem do canteiro central rumo à via. Nas travessas Humaitá e Mariz e Barros a visão só é possível à uma distância de aproximadamente 100 metros do semáforo.

Ao condutor mais desavisado que trafegue a uma velocidade de 50Km/h, a máxima permitida no local, a freada brusca é inevitável. “Sobra buzinada por aqui. É uma loucura, o trânsito”, diz Antônio Mendes,que costuma passar pelo local de bicicleta com frequência.

ATENÇÃO

Na Mariz e Barros, porém, a situação é ainda pior. É preciso atenção redobrada. Uma castanheira posicionada à esquerda da pista une forças às mangueiras e faz o semáforo sumir. “Se você não conhece a via, nem desconfia que há sinal aqui. Pensa que está na preferencial e vai embora. É o que a gente mais vê. Atravessar em segurança, mesmo com o sinal fechado, só depois que os carros estão todos parados”, afirma Lúcia Bentes, moradora do bairro há mais de dez anos. Menos movimentada, nem por isso mais segura, a rua Barão de Mamoré, esquina com Mundurucus, também está com o semáforo encoberto. Localizado em um aclive, o cruzamento oferece riscos principalmente porque, segundo quem passa pelo local, é rota da maioria das vans que fazem o transporte alternativo para o bairro do Guamá e do Jurunas e fogem de ruas mais fiscalizadas. “Eles até sabem do semáforo porque são acostumados a passar por aqui, a questão é que quem vem atrás e fica sem enxergar o sinal acompanha a van e aí olha o problema que pode dar”, aponta o taxista Jair Alves.

SINAIS APAGADOS

Mas não são apenas os galhos sobressaltantes, que atrapalham a vida de motoristas e pedestres. “Pior mesmo é quando o sinal ta completamente apagado, a gente tem que ficar espremendo o olho pra enxergar”, ressalta a funcionária pública Ana Maria Barbosa. Em apenas uma hora circulando pela cidade, o DIÁRIO registrou três dessas situações. Na travessa 09 de janeiro com Boa Ventura, e nas esquinas da avenida Marquês de Herval com Lomas Valentinas e Mauriti. “Nesse horário de sol muito forte, fica ainda pior, tem de se ter cuidado ao extremo para não causar um acidente e ouvir buzinada de trás de motorista mais impaciente. Sinceramente, não acho que esse seja um problema de difícil solução. Falta mesmo só um pouco de atenção da CTBel para com o problema ”, opina José Ramos

OUTRO LADO - CTBEL

Em nota a assessoria da Companhia de Transportes de Belém (CTBel) informou que a Central semafórica do órgão não tem como detectar os problemas de alguns semáforos da cidade, pois eles ainda são manuais. A CTBel acredita que o problema nos semáforos citados na reportagem pode ter sido causado pela queda de energia nestes trechos. A orientação dada pelo órgão é que a população denuncie casos como este pelo telefone 0800 091 1314.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) não foi encontrada para dar esclarecimentos sobre as denúncias.

(Diário do Pará)

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