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Embrapa lança biografia de cientista

A biografia de um dos mais prestigiados cientistas brasileiros, Felisberto Camargo - que teve sua vida e obra ligadas fortemente à história da agropecuária na Amazônia -, foi lançada pela Embrapa Amazônia Oriental durante a V Feira Estadual de Ciência, Te

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A biografia de um dos mais prestigiados cientistas brasileiros, Felisberto Camargo - que teve sua vida e obra ligadas fortemente à história da agropecuária na Amazônia -, foi lançada pela Embrapa Amazônia Oriental durante a V Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em Belém há um mês.

O título e subtítulo do livro já revelam, desde o início, os traços mais característicos do biografado, que, dos 80 anos de vida, viveu 11 no Pará (de 1941 a 1952). “O homem que tentou domar o Amazonas - biografia do cientista Felisberto Camargo, polêmico, ousado e futurista” é uma obra escrita a duas mãos pelos jornalistas paraenses Paulo Roberto Ferreira e Marly Quadros, a partir da concepção inicial e consultoria técnica do engenheiro agrônomo e ex-pesquisador da Embrapa Emeleocípio Botelho de Andrade.

Para Claudio Carvalho, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, a publicação resgata o papel do cientista e o eleva a seu merecido lugar na história da pesquisa científica na Amazônia e no Brasil.

O CIENTISTA

Paulista nascido no dia 10 de setembro de 1896, Felisberto Camargo foi o primeiro diretor do Instituto Agronômico do Norte (IAN), que mais tarde originaria a Embrapa Amazônia Oriental, e criador da atual Universidade Federal Rural da Amazônia (antiga Escola de Agronomia da Amazônia, depois Faculdade de Ciências Agrárias do Pará – Fcap).

“Foi ele quem conseguiu criar e implantar esses dois pilares técnico-científicos na região, o ensino e a pesquisa, além de ser um visionário, definindo linhas de pesquisa que até hoje são atuais. Ele era uma lenda, ainda é”, comenta o editor-técnico, Emeleocípio Botelho de Andrade.

Sua filha Maria Thereza de Camargo Nobre, 84 anos, que na adolescência viveu em Belém em função de Felisberto ter assumido a direção do IAN, lembra dele como um pai amoroso, que só deu bom exemplo para a família, além de muito trabalhador. “Papai era um moto-contínuo, nunca tirou férias, trabalhou desde o dia da formatura até morrer”.

A neta Angela Maria de Camargo Nobre conviveu com ele até 8 anos de idade e pensava, na infância, que as histórias que a mãe contava sobre o avô eram exagero. “Depois vi que não. Pesquisando sobre ele e agora lendo o livro, percebo que a importância dele é até maior do que minha mãe comentava”.

Entre tantos feitos agronômicos, como os ligados ao cultivo racional da seringueira, da juta, de abacaxi e fibras de curauá, o cientista defendia investimentos em genética animal e procurava desenvolver meios – como os canais de colmatagem no rio Amazonas – de aproveitar as várzeas para aumentar a produção de alimentos na região.

Felisberto Camargo também apostou no desenvolvimento de híbridos de dendê, resultantes do cruzamento do dendezeiro africano (Elaeis guineensis) e o nativo da região amazônica (Elaeis oleifera), na época para fins culinários. “Hoje, são uma tecnologia em alta por serem resistentes ao Amarelecimento Fatal, doença que ataca as plantações, causando grande prejuízo. Seu melhoramento genético tem sido muito demandado diante da expansão dos cultivos de palma de óleo (dendezeiro) no Pará para produção de agroenergia, neste caso o combustível biodiesel”, ressalta Claudio Carvalho.

AUTORES

Paulo Roberto Ferreira é jornalista e professor de jornalismo. Foi secretário estadual de Comunicação; diretor da TV Cultura do Pará; repórter e editor dos jornais Gazeta Mercantil, A Província do Pará e O Liberal. Foi também editor da revista Agroamazônia e diretor do jornal alternativo “Resistência”.

Marly Quadros, jornalista, é editora do jornal O Liberal e da Agência Pará de Notícias. Foi correspondente do jornal O Globo em Belém e repórter da revista Agroamazônia, especializada no meio rural, além de colaboradora de diversas revistas e publicações do Pará e de outros Estados. Foi assessora de imprensa da secretaria de estado de Cultura e editora da revista da Rede Cultura de Comunicação.

O pesquisador Emeleocípio Botelho de Andrade, editor técnico da publicação, foi o terceiro chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, de 1985 a 1990, e subsecretário estadual de Agricultura de 1991 a 94. Trabalhou na Embrapa durante 36 anos (entrou em 1971, quando ainda se chamava Instituto de Pesquisas e Experimentação Agropecuárias do Norte – Ipean). A partir de 2007, quando se aposentou, assumiu a presidência da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário e Florestal da Amazônia – Funagri, onde desde 2012 atua como diretor técnico-científico.

(Diário do Pará)

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