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Queda da pobreza não diminui diferenças

No Brasil, a diferença, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é muito grande, apesar de apresentar queda considerável entre 2001 e 2011. Nesses últimos dez anos, o rendimento familiar per capita da fatia mais rica caiu de 63,7% do total da ri

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No Brasil, a diferença, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é muito grande, apesar de apresentar queda considerável entre 2001 e 2011. Nesses últimos dez anos, o rendimento familiar per capita da fatia mais rica caiu de 63,7% do total da riqueza (PIB) do país para 57,7%. No mesmo período, os 20% mais pobres passaram de 2,6% do total de riquezas do país em 2001 para 3,5% em 2011, na renda familiar per capita. Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2012, divulgada ontem, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por outro lado, a pesquisa mostrou também que entre 2001 e 2011, o analfabetismo entre os brasileiros com 15 anos ou mais também diminuiu nos últimos dez anos, passando de 12,1%, em 2001, para 8,6% em 2011. Os índices de analfabetismo também vêm caindo no Brasil nos últimos dez anos, segundo o IBGE, mas ainda são altos na camada da população com mais de 60 anos. Essa parcela registra 24,8% de analfabetos, praticamente um quarto do total nessa faixa etária.

O percentual de pessoas de 15 anos ou mais de idade que frequentam cursos de educação de jovens e adultos ou supletivo ainda é baixo no Brasil, pouco mais de 1,2 milhão de alunos. A maioria na faixa etária de 25 a 59 anos. Na região Norte apenas 119 mil pessoas disseram frequentar esses cursos em 2011. Desse total, 65% está no ensino fundamental, sendo que 78,2% é constituído de pessoas negras ou pardas.

O relatório aponta ainda que entre os homens que não sabiam ler ou escrever no ano passado, 8,8% tinham 15 anos ou mais. Entre as pessoas de pele preta ou parda, 11,8% não sabiam ler nem escrever, enquanto entre as de cor branca, esse percentual cai para menos da metade: 5,3%. Na Região Nordeste, do total da população acima de 15 anos, 16,9% eram analfabetos. Na Região Norte, o índice chegou a 10,2%, e nas áreas rurais do país, a 21,2%.

As taxas de reprovação no ensino fundamental e nos anos finais do ensino fundamental continuam altas no Pará. Entre alunos do 6º ao 9º ano, 12,9% são reprovados, sendo que 13,6% são em escolas públicas e 4,6% em escolas privadas. No ensino médio, a taxa de reprovação é de 12,4%, com 13,1% nas escolas públicas e 4,6% nas particulares.

Outro dado que o IBGE mostrou é o número de famílias inscritas nos programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que auxilia pessoas com deficiência e idosos. No Pará mais de 1 milhão de pessoas estão inscritas no cadastro único de benefícios sociais do governo federal.

A proporção de pessoas de 16 anos ou mais no trabalho formal aumentou no Brasil passando de 45,3% para 56%, entre 2001 e 2011 – um aumento de 10,7 pontos percentuais. Entre as mulheres esse aumento foi ainda maior: 11,6 pontos percentuais, passando de 43,3% em 2001 para 54,8%, em 2011.

Porém esse aumento não se reflete nas regiões. No Norte apenas 37% de pessoas de 16 anos ou mais estão no trabalho formal. No Pará são 32%, o terceiro menor índice de formalidade do Brasil, perdendo apenas para Piauí e Maranhão. O maior percentual de empregados com Carteira de Trabalho assinada encontra-se na Região Sudeste, (52,1% no caso da população ocupada masculina e 42,9% para a feminina), sendo o valor mais elevado observado na região metropolitana de São Paulo (57,8% e 51,7%, para homens e mulheres, respectivamente).

O estudo indica que, em 2011, foram gerados 1,94 milhão de empregos com Carteira de Trabalho assinada. Segundo o levantamento, o aumento de 10,7 pontos percentuais no número de pessoas com emprego formal concentrou-se, principalmente, na segunda metade do período (2006 a 2011), com 8,6 pontos percentuais. Ainda levando em consideração o período 2006 a 2011, o aumento da formalidade do emprego entre as mulheres também foi maior: 9,9 pontos percentuais.

(Diário do Pará)

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