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Segup mostra que pesquisa não reflete a realidade

Os dados sobre segurança divulgados nesta semana, colocando o Pará como o Estado com a maior sensação de insegurança no país, não refletem a realidade atual, pois foram coletados em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esclare

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Os dados sobre segurança divulgados nesta semana, colocando o Pará como o Estado com a maior sensação de insegurança no país, não refletem a realidade atual, pois foram coletados em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esclareceram na manhã desta quinta-feira (29) o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes, e Adelina Braglia, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em entrevista coletiva, na sede da Segup.

No estudo intitulado “Síntese de Indicadores Sociais 2012”, o IBGE usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), para avaliar a sensação de segurança nas cidades brasileiras. Adelina Braglia explicou que o estudo foi feito exclusivamente em 2009, e que o Instituto não voltou a realizar novos estudos sobre essa temática, o que impossibilita ter um quadro atual sobre o tema no Estado.

“O IBGE não realizou outro estudo com base nos dados de 2011 ou 2012. Seria necessária uma pesquisa recente, com a utilização da mesma metodologia, para termos o resultado do cenário atual no Pará. O Idesp tem realizado pesquisas constantes para coletar informações e compor medidas específicas para o nosso Estado, que tem uma realidade distinta e precisa ser melhor observado. Todas as nossas pesquisas estão disponíveis em nosso site”, ressaltou a presidente do Idesp.

Investimentos - O secretário Luiz Fernandes afirmou que o governo estadual tem investido maciçamente na área de segurança pública, atuando tanto na prevenção como na repressão à criminalidade. Cerca de R$ 350 milhões estão assegurados no Plano Plurianual do Estado (PPA) para investimentos até 2014. Mas esse valor deve ser ultrapassado, acrescentou ele, devido à determinação do governo em investir em segurança muito mais do que está previsto no planejamento.

“Antes iríamos construir, conforme o previsto no PPA, nove casas penais, e agora serão construídas 12. O mesmo acontece com as UIPPs (Unidades Integradas Pro Paz), que seriam 30, mas vamos chegar a 70. Sem falar no novo Centro Integrado de Operações (Ciop) e no investimento em aquisição de helicópteros e equipamentos, que nos ajudam a atuar em todo o Estado. Mas o destaque realmente é para as Unidades Integradas Pro Paz, que trabalham em conjunto as políticas de segurança e as políticas públicas voltadas diretamente à realidade de cada comunidade, um trabalho que atua diretamente na prevenção, colaborando para que crianças e adolescentes não entrem para o mundo do crime”, frisou o secretário Luiz Fernandes.

Durante a coletiva, Roberto Sena, supervisor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou a análise dos principais delitos cometidos no Pará de 2009 a 2011. Os números apresentados demonstram queda nos índices em todo o Estado, no comparativo entre 2010 e 2011. No crime de latrocínio, por exemplo, a queda chegou a 38,05% em todo o Pará, e quando a análise abrange a Região Metropolitana de Belém (que tem seis municípios) essa queda é de 52,50%. O estudo na capital aponta uma redução de 65,33%.

Apesar do grande aumento nos casos de crimes, comparando os anos de 2009 e 2010, os números registrados em 2011 chegam a ser menores do que os apresentados dois anos antes, como no caso do número de homicídios. Em 2009, o registro aponta 3.587 homicídios, enquanto o total, em 2011, foi de 2.914.

(Agência Pará)

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