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Sindicato quer reajuste de 8% nas mensalidades

Será realizada, hoje, a segunda reunião que vai discutir o reajuste das mensalidade escolares para 2013 no Pará. Na ocasião, o Sindicato das Escolas Particulares irá propor um reajuste de 8%, o que deverá ficar na faixa de 2% acima da inflação. Esta já é

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Será realizada, hoje, a segunda reunião que vai discutir o reajuste das mensalidade escolares para 2013 no Pará. Na ocasião, o Sindicato das Escolas Particulares irá propor um reajuste de 8%, o que deverá ficar na faixa de 2% acima da inflação.
Esta já é a segunda rodada de negociações somente esta semana. Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese-PA), Roberto Sena, o objetivo será já conseguir firmar um acordo, tal como se tem feito nos últimos 18 anos.

No entanto, segundo ele, deverá ser um aumento justo e que não provoque tanto impacto na renda familiar, ainda que fique um pouco acima da inflação. Na última terça-feira, apenas as entidades que defendem os interesses dos consumidores participaram da primeira reunião.

Hoje, além do sindicato, também são esperados representantes do Ministério Público Estadual, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes dos pais e estudantes. A reunião acontece na sede do Procon, em Belém.

Na primeira reunião, o valor de reajuste proposto ficou na faixa de 6% porque levou em consideração a inflação acumulada, estimada pelo Dieese. “Este ano, vamos negociar considerando uma inflação já um pouco maior que a do ano passado. Ainda não há um valor fechado, mas estamos estimando que girará em torno de 6% e é o que estamos levando para a mesa”, disse Roberto Sena.

PROPOSTA

A presidente do Sindicato das Escolas Particulares, Suely Menezes, informou que a proposta da entidade será de que o aumento seja de 8% - 2% acima da inflação estimada. Entre as justificativas para essa proposta estão os prejuízos provocados pela inadimplência. “Muitas escolas enfrentam os problemas provocados pelas mensalidades em atraso”, ressaltou Suely.

Para a gerente de almoxarifado Eunice Viana, 36, que possui dois filhos matriculados na rede particular de ensino, o reajuste acima da inflação é abusivo. “A gente não pode se responsabilizar pelos pais que não pagam em dia as mensalidades. Os 8% de aumento vão trazer danos à renda da família”, reclamou.

A diretora do Procon, Eliana Uchôa, atentou que esse acordo existe somente aqui no Pará. O órgão vai ficar atento para as ocorrências de escolas que cobrarem mensalidades acima do que será acordado e poderá atuar para que os consumidores sejam ressarcidos.

(Diário do Pará)

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