O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa), Heyder Tavares, procurado pelo DIÁRIO para comentar as declarações de Paulo Hermógenes Guimarães, disse que o depoimento prestado por ele ao Ministério Público demonstra que o juiz sempre teve uma conduta retilínea não apenas no processo que tramita por suas mãos, no caso da Assembleia Legislativa, como na prestação jurisdicional. Para Tavares, o depoimento só veio confirmar o que todos já sabiam sobre a conduta de Elder Lisboa.
Quanto à conduta de Mário Couto no caso, ele disse que um senador da República precisa ter a mesma postura de um magistrado. E enfatizou que a ação de Couto foi no sentido de “intimidar o juiz” para que este se declarasse impedido de atuar no processo que envolve a AL. Por conta disso, o dirigente da Amepa entende que a mancha que se tentou impregnar na toga de Lisboa “foi agora retirada”, referindo-se ao depoimento do advogado.
Em razão das declarações de Hermógenes, negando as acusações a ele imputadas por Couto, a Amepa acredita que caberia agora uma ação criminal e outra por danos morais. Isso, porém, “fugiria à alçada da Amepa”, ficando a critério do juiz Elder Lisboa. E concluiu: “o senador está querendo chamar o juiz para a briga, mas o juiz não quer brigar e se mantém numa postura digna e serena”.
(Diário do Pará)
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