A equipe do DOL entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa) e a prima de uma das vítimas do incidente ocorrido na semana passada no hospital de Curuçá, nordeste do Estado. Ambos afirmaram que ainda não receberam nenhum parecer técnico do Instituto Evandro Chagas (IEC), informando o diagnóstico da doença.
O instituto informou à reportagem que não possui o controle individual das análises feitas, após os exames seguirem para os laboratórios, e, portanto, não poderia afirmar com certeza se já estavam prontos os laudos, apenas que se já se encerrou o prazo para análise, que era previsto para sábado (1º), suspostamente os diagnósticos já estão disponíveis para as famílias.
O IEC ainda afirmou que após o encerramento do prazo para que fiquem prontos os exames, que pode durar até uma semana, cabe à família das vítimas procurar o instituto para receber o documento.
A prima de uma das vítimas do incidente afirmou que não recebeu nenhuma informação do instituto, e que a paciente continua internada em Castanhal, recebendo medicação não específica de nenhuma doença, para atenuar os sintomas.
Ela também informou que um promotor de Curuçá entrou com uma ação no Ministério Público Estadual pedindo leito para todas as vítimas no Hospital João de Barros Barreto, em Belém, mas que ainda não havia previsão de transferência.
A Sespa informou que aguarda o laudo do IEC e que realizou a transferência à Belém dos cinco pacientes em estado mais crítico, mas que ainda não há previsão sobre a transferência das outras vítimas.
(Gustavo Dutra/DOL)
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