Depois de sete meses seguidos de queda no preço, a maioria dos pescados vendidos na grande Belém voltou a ter reajuste. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês passado algumas espécies chegaram a ter altas superiores a 10% com relação a outubro, como o mapará e a pescada gó, com reajustes de 12,99%. Peixes menos nobres tiveram redução no valor, como a sarda, com 16,94% de queda, seguida da arraia, com 10,90%.
“O peixe varia de preço. Tem dia que tá um preço, tem dia que tá outro”, conta o peixeiro Nonato Barroso, 45 anos, que há 30 anos trabalha no mercado de peixe de São Brás. Por dia, ele chega a vender entre 500 e 1000 quilos de pescado.
Nas feiras, segundo Nonato, é mais fácil perceber a alteração nos valores. “No supermercado tem mais facilidade. A pessoa mete o cartão e nem repara o preço, que sempre é mais caro”, compara. Na “canoa” do Ver-o-peso, o quilo da dourada está custando entre R$ 10 e R$ 12. “Quando tá R$ 8 a gente consegue vender a R$ 10 e quando tá R$10, vende a R$12”, diz o peixeiro. A pescada, segundo os peixeiros do local, teve reajuste de 50%. “Aqui tá R$ 18 o quilo. Na canoa era R$ 10 e agora tá R$15”, lembra o também peixeiro Oscar Ferreira Lima, 42 anos.
Pelos dados do Dieese, a traíra apresentou alta de 5,10%, o filhote teve aumento de 4,57%; seguido do pacu com alta de 3,92%; da piramutaba com alta de 2,99%; do aracu com alta de 2,80% e da pescada branca com alta de 2,05%. Entre os pescados com redução de preço, há ainda a corvina, com queda de 8,16%.
De janeiro a novembro, o Diesse registrou altas em determinadas espécies, como a pescada gó com 37,52% de reajuste; seguido do tamuatá com alta de 36,45% e da piramutaba com 31,38%.
(Diário do Pará)
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