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Clima é tenso entre fiscais e madeireiros

O Clima segue tenso em Dom Eliseu, sudeste do Estado. Desde o último domingo, um grupo de pessoas pressiona a equipe do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Amiente e Recursos Renováveis) a suspender a fiscalização no município. Retenção de veículos,

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O Clima segue tenso em Dom Eliseu, sudeste do Estado. Desde o último domingo, um grupo de pessoas pressiona a equipe do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Amiente e Recursos Renováveis) a suspender a fiscalização no município. Retenção de veículos, barricada, tiros e confronto marcaram o final de semana de protestos contra a ação integrada na região. O Ibama combate o desmatamento e a exploração ilegal de madeira na região de Dom Eliseu — que inclui Ulianópolis, Rondon do Pará e Paragominas.

Em nota, o Ibama afirmou que já enviou mais agentes para a frente da operação Soberania Nacional na região de Dom Eliseu. O primeiro grupo de reforço, com fiscais e homens da Polícia Militar do Pará, chegou ao município na madrugada de ontem. “O Ibama manterá sua presença na região e promoverá ações ainda mais duras para combater essas práticas criminosas”, disse o chefe da Fiscalização do órgão no Pará, Paulo Maués.

A expectativa agora é para um Termo de Ajuste de Conduta, que deve ser assinado ainda esta semana pela partes envolvidas. O TAC deve ser emitido pelo Ministério Público Federal junto com o Ibama, Governo do Estado e Municípios Verdes para amenizar a situação e dar condições mínimas de trabalho.

Os conflitos começaram na manhã de sábado (01). De acordo com o Ibama, dois caminhões apreendidos pelo instituto com madeira ilegal foram retidos por cerca de 30 homens, próximo à ponte sobre o rio Bananal. O grupo armado não permitiu a saída dos fiscais por cerca de três horas. No domingo pela manhã, o mesmo grupo de pessoas fez uma manifestação em frente ao hotel onde os fiscais do Ibama estavam alojados. Cerca de 300 pessoas pediam a suspensão da fiscalização em Dom Eliseu.

Para os manifestantes, a presença do Ibama na cidade está causando prejuízos às atividades econômicas locais, em especial aos setores que geram emprego e renda no município. A concentração foi na avenida JK, por volta das 7h. Por volta das 10h, os ânimos começaram a ficar exaltados, os manifestantes atearam fogo em um monte de pneus e ameaçaram invadir as dependências do hotel, obrigando a polícia a agir com força e energia. Para conter os ânimos da turba enfurecida, foi necessário disparar diversos tiros para o alto.

Autoridades do município começaram a chegar ao local por volta das 11h, com a presença do secretário municipal do Meio Ambiente, Edilberto Poggi, o vice-prefeito eleito Silon da Gama e um advogado representando as lideranças dos manifestantes. Eles se reuniram a portas fechadas com representantes da equipe do Ibama para negociar a retirada dos manifestantes do local e entrar num acordo sobre a fiscalização.

As forças de segurança pública do município foram requisitadas e guarnições da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal compareceram ao local para garantir a ordem e a segurança. Só às 13h o protesto acabou, após a reunião — entre a coordenadora da operação Soberania Nacional na região, Taíse Ribeiro, e as lideranças locais — acordar o fim da manifestação, com a promessa de assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta que está em negociação para o setor, envolvendo Ministério Público Federal, Ibama e as secretarias de Meio Ambiente do Pará e de Dom Eliseu.

(Diário do Pará)

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