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Defeso e chuvas elevam preço do peixe

Segundo maior produtor de pescado no Brasil, o Pará produz uma média anual de 180 mil toneladas de peixe. Mesmo assim, o paraense é obrigado a conviver com uma elevação nos preços repetida ano a ano. Após sete meses de queda, uma pesquisa divulgada

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Segundo maior produtor de pescado no Brasil, o Pará produz uma média anual de 180 mil toneladas de peixe. Mesmo assim, o paraense é obrigado a conviver com uma elevação nos preços repetida ano a ano. Após sete meses de queda, uma pesquisa divulgada no início desta semana pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Estado do Pará (Dieese-PA) aponta valores mais caros para o quilo de várias espécies em novembro, uma tendência que deve se manter até março de 2013.

RESTRIÇÃO

“Todo ano a gente percebe esse aumento, porque entramos em um período de pesca fechada. Uma das áreas de rios de pesca mais intensa, a bacia Araguaia Tocantins, por exemplo, entrou em período de defeso, que segue de novembro a fevereiro. A captura de qualquer espécie nessa região está proibida e com a menor oferta no mercado é natural que o preço se eleve”, explica a diretora de pesca da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura, Jossandra Pinheiro.

Segundo ela, outros rios e diversas espécies passam pela mesma restrição. É o caso do rio Gurupi, na bacia do Tocantins, e as espécies aracu e mapará, que estão com pesca proibida até o dia 15 de março em todos os rios do Estado e cuja consequência nos preços já pode ser percebida: altas de 2,8% e 12,99%, respectivamente. No caso da pescada gó, outro peixe que disparou no preço, a justificativa é mais específica. “A gó, em si, não está com a pesca proibida, mas é um peixe mais comum em área de ocorrência do camarão rosa, que, por sua vez, está em período de defeso e isso pode ajudar na explicação da alta”, argumenta a diretora de pesca.

CHUVAS

A chegada das chuvas, diz Jossandra, é outro fator preponderante para mudança na produção. Com volume de água mais abundante nos rios, a pesca se torna mais difícil. “Quanto mais água, mais difuso fica o ambiente e mais difícil se torna a captura. É como ter um peixe em um copo de água e ter o mesmo peixe em um reservatório maior. A captura apresenta mais dificuldade”, compara.

ESTOQUE REGULADOR

Como possível solução para o problema, Jossandra acredita na manutenção de um estoque regulador, o que ainda não é praticado no Estado por falta de estrutura. Ela garante, entretanto, que o tema é preocupação do Governo, que já estuda alternativas para o próximo ano. “O Estado sofre com uma carência na estrutura de frigoríficos. Nem mesmo as indústrias de pescado têm tamanha capacidade, o que impede o armazenamento em período de safra. O Governo está preocupado com essa situação e já trabalha para que haja mudança, pensando inclusive na Semana Santa do ano que vem, que cairá em março, com o defeso tendo terminado há pouco tempo”, diz Jossandra.

PEIXE MAIS CARO

FATORES

O aumento no preço de alguns tipos de peixes se deve a fatores como época de defeso, o que reduz a oferta, e a chegada do período das chuvas.

SOLUÇÃO

Para a diretora de pesca da Secretaria de Estado de Aquicultura, Jossandra Pinheiro, é preciso investir em frigoríficos para se manterem estoques.

(Diário do Pará)

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