Os exames feitos pelo Instituto Evandro Chagas para verificar se a contaminação se deu por alguma espécie de vírus da gripe, incluindo o H1N1, deu negativo - nas 19 pessoas contaminadas no Hospital Municipal de Curuçá, no nordeste paraense. Mas ainda não há diagnóstico que confirme a causa da contaminação. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde de Curuçá solicitou ao Estado a transferência dos seis pacientes que permanecem internados na unidade onde a contaminação aconteceu, para que seja feita uma nova desinfecção no hospital.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informou que três pacientes que estavam internados receberam alta. Trata-se de duas mulheres que estavam no hospital São José, em Castanhal, e outro que veio encaminhado para uma clínica particular de Belém e que não houve necessidade de ficar internado.
A sensação de estar em risco tem deixado a população de Curuçá sobressaltada. O mal que afetou 19 pessoas pode ter contribuído para a morte de uma jovem de 17 anos de prenome Jennifer. Internada no Hospital Barros Barreto, junto com outras três técnicas de enfermagem e mais a secretária do Hospital Municipal, isoladas, a técnica em enfermagem Edna Cristina Cordovil disse que, em comparação ao período em que chegou ao hospital, o quadro apresentou melhora, mas os sintomas ainda permanecem oscilantes. “Eu me sinto melhor, porém tem horas que a gente se sente mal, outra hora estamos bem. Ainda sinto tonturas, dores no toráx e no pescoço”, ressaltou.
A Vigilância em Saúde da Sespa ainda aguarda o laudo da autópsia da jovem que morreu grávida.
(Diário do Pará)
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