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Pará ampliará exames do teste do pezinho

O Pará está entre os seis Estados brasileiros habilitados para fazer a terceira fase do exame do teste do pezinho. A iniciativa faz parte da proposta da linha de cuidados da Rede Cegonha, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal, do Ministério da

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O Pará está entre os seis Estados brasileiros habilitados para fazer a terceira fase do exame do teste do pezinho. A iniciativa faz parte da proposta da linha de cuidados da Rede Cegonha, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal, do Ministério da Saúde, que dobrará os recursos destinados aos gestores estaduais, para reforçar a triagem neonatal. Atualmente, R$ 52 milhões são destinados aos gestores estaduais, e a partir de 2013 esse valor passará para R$ 120 milhões.

Com a fase III, o Pará passará a diagnosticar precocemente a fibrose cística, doença quer provoca uma desordem genética (autossômica recessiva) caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas e que leva ao desenvolvimento de insuficiência pancreática exócrina e disfunções intestinais, além de anormalidades das glândulas sudoríparas. Quando não diagnosticada, a doença pode evoluir o quadro do paciente para complicações e infecções graves.

O teste do pezinho é uma ação preventiva que permite fazer o diagnóstico de doenças a tempo de interferir na evolução delas por meio do tratamento específico, permitindo a diminuição ou a eliminação das sequelas associadas a cada uma. O teste contempla três fases: na primeira, é feita a triagem da fenilcetonúria e do hipotireoidismo congênito; na segunda, a triagem da anemia falciforme e outras; e na terceira, o diagnóstico da fibrose cística.

Segundo a coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, o diagnóstico precoce da fibrose cística facilita o tratamento e a melhora do paciente desde cedo. Ela destacou a importância do exame em tempo útil de três a cinco dias. “Nossa meta é que todas as crianças façam o exame entre o terceiro e quinto dia de vida, com envio imediato da coleta para o laboratório. É de suma importância que pacientes com fibrose cística sejam acompanhados, assim como aqueles com hipotireodismo, que também é uma doença considerada grave”, reforçou.

Ainda para o teste do pezinho, o Ministério da Saúde vai incorporar a fase 4 no Programa Nacional de Triagem Neonatal, para detectar, tratar e acompanhar mais duas doenças, como a hiperplasia adrenal congênita e a deficiência da biotinidase. Segundo a coordenadora, a ideia é que até 2014 o Estado passe para esta fase. “O próximo passo é adaptar a estrutura para organizar a rede e, assim nos tornarmos habilitados para a fase 4”, afirmou.

No Pará, nascem cerca de 140 mil crianças por ano. Estima-se que dessas, uma será diagnosticada com fibrose cística a cada dez mil nascidos. “Ainda não temos dados sobre o número de pessoas com fibrose cística. As estatísticas reais só vão aparecer a partir do momento que fizermos a triagem”, enfatizou Ana Cristina Guzzo. O Distrito Federal, Ceará, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também foram habilitados na fase III do programa, o significa que passarão a diagnosticar mais uma doença: fibrose cística.

(Agência Pará)

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