Falta de condições de trabalho e salários atrasados são os motivos que levaram um grupo de neurocirurgiões que atende no Hospital do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março a paralisar o atendimento dos casos menos graves e as chamadas cirurgias eletivas, há cerca de 10 dias. “Não temos o material mínimo necessário para o procedimento neurocirúrgico”, denuncia o presidente da Sociedade Paraense de Neurocirurgia (SPN), Milton Bonny.
O atendimento no HPSM da 14, segundo os neurocirurgiões, está restrito aos casos com risco de vida para os pacientes que são consideradas emergências e que o sindicato é obrigado a manter em funcionamento. As cirurgias eletivas não estão sendo realizadas.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou, por meio de uma nota, que o atendimento nos setores de Traumatologia e Clínica Neurológica “está funcionando normalmente”. A nota afirma ainda que “os profissionais solicitam que a Sesma pague por serviços não prestados durante o período em que estes permaneceram parados no mês de setembro passado”.
A Secretaria diz ainda que, “em casos de pacientes que necessitem de cirurgias neurológicas, o HPSM do Umarizal realiza a transferência desses pacientes para hospitais conveniados ao SUS”.
(Diário do Pará)
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