Para garantir uma merenda Escolar de qualidade e eficiente, a Prefeitura de Ananindeua trabalha de forma intensa no processo de valorização profissional das merendeiras, com aulas teóricas e práticas de treinamento. O carinho e cuidado no preparo da refeição escolar rendeu ao município o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar 2012, destinado às cidades que se destacaram na gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). É a terceira vez que Ananindeua é premiada. Em 2007, o município foi premiado na categoria Participação Social e, em 2010, na categoria Merenda Indígena ou Quilombola.
Este ano a premiação chegou em dobro: além da Valorização Profissional das Merendeiras, Ananindeua recebeu prêmio também no quesito Participação Social. Somente três municípios brasileiros receberam dois prêmios em um mesmo evento.A entrega do prêmio foi em Brasília e a cerimônia contou com as presenças dos ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.Ao todo 29 prefeituras receberam o reconhecimento. Este ano, 929 municípios se inscreveram. Prefeitos e responsáveis pela gestão da educação dos municípios premiados puderam erguer orgulhosos, o prêmio inspirado na política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que está em sua 9ª edição. Estavam presentes ao evento a chefe das Merendeiras de Ananindeua, Margareth Ribeiro; a presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Ivanes Cereja; a secretária de Educação de Ananindeua, Conceição Silva; e a ex-secretária, Eliete Braga.
“Poder ter tido essa agenda de premiações e reconhecimento no término da nossa gestão é, sem dúvida, o reconhecimento de que conseguimos passar esses oito anos construindo e avançando nas políticas públicas contribuindo para a melhoria da qualidade de vida para nossa cidade. Avançamos na eficiência dos serviços públicos e isso me deixa profundamente feliz e satisfeito, na certeza de que Ananindeua está a cada dia melhor e na certeza de que pude fazer tudo aquilo que estava ao meu alcance. É claro que ainda há de se fazer muito, mas a consciência esta tranquila, a consciência está convicta de que fizemos aquilo que tínhamos como missão e, acima de tudo, tínhamos a possibilidade de executar”, comemorou o prefeito Helder Barbalho (PMDB), que na semana passada também recebeu um prêmio pelo Unicef, em Brasília.
O prêmio é oferecido pela organização da sociedade civil, Ação Fome Zero e é uma estratégia importante para a valorização das boas administrações públicas na área de alimentação Escolar.O cardápio da merenda escolar de Ananindeua é constituído de sucos, feijão, carne, frango, macarronada, sopas, canja, risoto de frango, pão doce e munguzá, além de mingaus de milho, tapioca, fubá e arroz, em dias alternados durante a semana. No Pará, apenas Ananindeua e mais dois municípios – Castanhal e Paragominas – dos 19 que se inscreveram, foram premiados.A ONG Ação Fome Zero acredita que não basta apenas incentivar o controle social e a fiscalização do PNAE, é necessário também valorizar e destacar o que de bom tem sido feito nesta área.
Os municípios de todo o Brasil se inscrevem de forma voluntária, respondendo a um formulário de avaliação com diversas perguntas referentes aos aspectos nutricionais da alimentação escolar servida no município, educação alimentar e nutricional, compra de produtos da agricultura familiar, atuação dos conselhos de alimentação escolar, valorização do profissional das cozinhas escolares e questões referentes à alimentação indígena e/ou quilombola, caso o município tenha escolas em comunidades desta categoria.
Foram visitados 45 municípios, classificados como finalistas pela Comissão Julgadora e destes, 29 receberam o Prêmio, que é dividido em categorias de premiação. São elas: Valorização Profissional das Merendeiras, Merenda Indígena e/ou Quilombola, Participação Social, Desenvolvimento Local, Merenda com Produtos Orgânicos da Agricultura Familiar e Eficiência e Educação Alimentar e Nutricional.
O processo de avaliação dos municípios leva, em média, oito meses.
(Diário do Pará)
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