Se não bastasse a clandestinidade e atrapalharem o trânsito nas mais variadas vias da cidade as vans, que fazem linha pelo centro histórico da capital, em direção aos bairros doJurunas, Guamá e São Brás agora chegam até o início do centro comercial onde dificultam a passagem de ônibus e pedestres.
O ponto mais crítico dessa situação é na esquina da avenida Portugal com a rua João Alfredo, próximo a uma loja de departamento onde algumas vans se amontoam, a espera de passageiros. É comum, principalmente por parte dos motoristas dos coletivos reclamarem da dificuldade, pois algumas vans não querem dar passagem enquanto não conseguem ficar cheia de passageiros. "A situação fica complicada perto do meio dia, eles parecem que são os donos da rua, complicam e fica por isso mesmo", reclamou um motorista que faz a linha UFPA-Tamoios.
O que também chama atenção é que no local não há nenhum agente de trânsito da Companhia de Transporte de Belém (CTBel) para ordenar o espaço.
A reportagem do DOL entrou em contato com a CTBel para comunicar a situação, como resposta a assessora de imprensa Lucélia Fernandes informou que a companhia faz rotineiramente a fiscalização itinerante na área. "Quando flagrados os veículos são apreendidos e levados para o parque de retenção de onde só poderão ser liberados com ordem judicial", disse.
De acordo com a assessora a CTBel tem realizado várias ações na área, mas não pode disponibilizar uma fiscalização 24 horas, ela ressaltou ainda que é muito comum os motoristas das vans se comunicarem entre si sempre que há uma ação mais intensa e se evadirem do local.
Lucélia ainda afirmou que a CTBel trabalha de acordo com a lei orgânica do município que rege que o transporte de passageiros na capital paraense só pode ser feito através de ônibus ou micro-ônibus, o de van ou veículos modelo Kombi são proibidos. "Nenhuma cooperativa deste tipo de transporte é autorizada pela CTBel", confirmou Lucélia Fernandes.
A reportagem do DOL tentou ainda contato com algum representante das cooperativas, mas sem sucesso.
(Kleberson Santos/DOL)
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