Os líderes do PT, deputado Zé Maria Souza e do PMDB, deputado Parsifal Pontes, não acreditam que o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Manoel Pioneiro tenha a intenção de marcar a eleição para a mesa diretora da casa para este ano, como propõem os dois partidos.
A análise dos líderes das duas maiores bancadas na AL se baseia na postura que Pioneiro apresentou durante votação de requerimento do PMDB que pedia a definição da data e que foi rejeitado por 20 votos contra 15, anteontem, quando o presidente se mostrou, segundo os dois parlamentares, intransigente.
Oficialmente há dois candidatos à presidente da AL para o biênio 2013-2014. O primeiro é o peemedebista Martinho Carmona, que representa o bloco PMDB-PT. Esta semana o líder do PSDB José Megale renunciou à disputa e, em seu lugar, foi indicado o líder governista na casa, Márcio Miranda (DEM).
Pioneiro marcou a reunião do colegiado de líderes partidários para decidir sobre a data da eleição para a próxima terça-feira, após a sessão ordinária. “O PT vai defender a eleição para este ano. Mas, da forma como o Pioneiro conduziu a votação, para mim está claro que ele se manterá intransigente para eleição só para 2013”, afirma o líder petista. No entanto, Zé Maria afirma que o fato de Pioneiro ter convocado o colegiado de líderes para ser ouvido é uma atitude republicana.
DATA
Já o líder peemedebista afirma que não acredita que a eleição na AL seja marcada para este ano. “A data da eleição é uma prerrogativa do presidente e ele já demonstrou que não quer marcar agora para dezembro”. Ele ressalta que são doze líderes partidários na AL e que lá o governo estadual também tem maioria, portanto, abertamente os líderes de bancadas não darão sinal de que querem votar contrários ao governo.
Juntas, as bancadas de PT e PMDB somam 16 votos. Se contarem com o voto de Edmilson Rodrigues (PSol) e de João Salame (PPS), chegam a 18. O desafio do bloco seria conseguir mais três votos para chegar a 21. Se a eleição for em 2013, o voto do substituto de Salame, eleito prefeito de Marabá, seria incerto.
Parsifal afirma que, como a eleição é feita através de voto secreto, é perfeitamente possível a vitória do candidato do bloco PMDB-PT, que representa a oposição ao candidato governista. “Vai depender da nossa capacidade de articulação. Se o voto para mesa diretora for aberto nunca um candidato de oposição será eleito”.
Já Miranda afirma que se curvará à decisão do colegiado. “Não sei quem criou essa informação que nós queremos empurrar a eleição para 2013”. Miranda garante que é favorável à realização da eleição para este ano, mas diz que ele não pode decidir regras do pleito porque cabe ao presidente da casa.
(Diário do Pará)
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