Há cinco anos e meio, a família Silva vibrou com a chegada do primeiro neto do sexo masculino. Era 22 de julho e o menino recebera o nome do pai e do avô, Madson. Sadio e ativo, a criança levou uma vida normal até os três anos de idade, quando os primeiros sintomas chamaram a atenção da mãe. “Ele começou a ficar pálido, apresentar manchas no corpo, ter fraqueza e febre, muita febre”, relembra Maria Alice da Silva, 37 anos. Era o prenúncio do que meses depois seria descoberto. Madson era portador de leucemia linfoide aguda.
Em um ano e oito meses de tratamento à base de quimioterapia, foram inúmeras as internações, alguns agravos como uma tetraplegia durante três meses, mas muita fé. “Eu acredito na recuperação do meu filho e esse é meu maior sonho”, diz a mãe, que desde a descoberta da leucemia do filho não trabalha. “Larguei tudo para ser exclusivamente mãe”.
Madson mora com a mãe e a irmã em uma casa simples no bairro do Coqueiro. A família sobrevive com um salário mínimo, fruto do benefício concedido em virtude da doença da criança, e conta com o apoio de amigos e familiares como os avós, que são vizinhos.
TRANSPLANTE - Há um mês e meio, todos vivem um novo desafio: a necessidade de transferência para outro Estado (Pernambuco ou São Paulo) em virtude da necessidade de um transplante de medula capaz de possibilitar a cura da doença. “O mais difícil o meu neto tem que é a doadora 100% compatível. Tem também a vaga em dois hospitais pelo SUS (Serviço único de Saúde), mas faltam as condições de manutenção fora do Estado como transporte e alimentação porque não se sabe quanto tempo será necessário ficar fora”, desabafa o avô Madson Tomé da Silva, 60 anos.
A orientação médica para o transplante foi dada no final de outubro. O garoto deveria ser transferido no final do mês passado mas, sem recursos, a família precisou adiar a cirurgia. Agora, o novo exame revelou a evolução da doença e Madson precisa ser submetido a uma nova sessão de quimioterapia antes de viajar.
“Eu fico preocupada porque não tenho percebido mais evolução. Aqui, o SUS só cobre a quimioterapia. Meu filho precisa do transplante, de exames e fisioterapia para sabermos se vai voltar a andar. Tenho muita fé e esperança, mas precisamos de ajuda para não perder a chance e poder viajar assim que a quimioterapia terminar”, angustia-se a mãe.
Com o apoio da filha mais velha, a doadora de Madson, a mãe criou uma corrente de solidariedade nas redes sociais “Ajude Madson Tomé da Silva Neto”. A família da criança espera que ele possa viajar ainda em janeiro.
COMO AJUDAR
Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 8728-0127/8364-8337/3295-3751.
CONTAS: Caixa Econômica Federal - Maria Alice Cezaria da Silva. Ag - 1315 / Op 023/ Conta Poupança - 122658.
Banco da Amazônia
Jurema Santos da Silva (avó)
Ag - 124 / Conta Corrente - 016-4863.
(Diário do Pará)
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