Após protestos que fecharam o comércio, rodovia e as escolas na quarta-feira (5) e quinta-feira (6) em São Miguel do Guamá, nordeste do Pará, a prefeitura do município entrou em acordo com os servidores públicos após o pagamento de dez por cento dos salários referentes ao mês de outubro.
Apesar desse pagamento os ânimos continuam tensos por conta do atraso dos salários dos meses de novembro, dezembro, décimo terceiro e o restante de outubro.
De acordo com o morador da cidade e servidor público Welligton Soares os manifestantes ameaçam para esta sexta-feira (7) atacar a casa da prefeita Márcia Cavalcante (PSD), a do assessor dela Jango Matos e a parte do comércio que não aderiu aos protestos.
Segundo Wellington, o dia de ontem foi considerado o mais difícil por conta das manifestações violentas. "No início da madrugada a polícia jogou uma bomba em direção aos manifestantes e acabou entrando na casa de uma mulher de aproximadamente 70 anos que passou mal foi levada para o hospital, mas não havia medicamentos", informou.
Os manifestantes, ainda hoje, dizem que devem fechar a rodovia Belém-Brasília como ocorrido nos dois primeiros dias de protestos. Estudantes, funciónarios públicos, professores, membros do SINTEPP e moradores da cidade protestam sob gritos de "Queremos mudanças" e "O Povo Unido, jamais será vencido".
(Kleberson Santos/DOL)
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