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Índios Tembé cobram segurança e providências

Cerca de 30 índios da etnia Tembé estiveram nesta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e na Secretaria de Segurança Pública do Estado. Eles foram cobrar providências para tratar da situação fundiária indígena e pedir garantias de seg

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Cerca de 30 índios da etnia Tembé estiveram nesta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e na Secretaria de Segurança Pública do Estado. Eles foram cobrar providências para tratar da situação fundiária indígena e pedir garantias de segurança, após conflitos com madeireiros no Alto Rio Guamá, área reservada aos índios.

Na Alepa, os indígenas foram recebidos pelo deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSol) que prometeu apresentar, às 9h desta quarta-feira (12), um requerimento para a criação de uma comissão especial de deputados que ajudará a resolver os conflitos na área do Alto Rio Guamá.

Os índios disseram que suas terras equivalem a 390 mil hectares, abrangendo três municípios do nordeste paraense: Santa Luzia, Paragominas e Nova Esperança do Piriá, local que possui a maior concentração de invasores.

A geógrafa Izabel Ferreira, que está acompanhando o grupo na visita a Belém, informou que muitos desses invasores são pessoas simples e, por isso os índios cobram do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que estes posseiros sejam realojados para outro lugar.

O deputado Edmilson reforçou que é necessária uma ação conjunta entre vários órgãos como as Polícias Federal e Civil, Incra e Funai, para coibir a violência na área.

Após a Alepa, os índios seguiram para a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), onde foram recebidos por Luiz Fernandes Rocha, titular da secretaria.

“Estamos pedindo o apoio da Segup e do Governo do Pará à nossa luta contra a retirada ilegal de madeira no nosso território. A nossa batalha pela terra significa a luta pela própria vida. A situação é preocupante. Não podemos permitir que as lideranças indígenas sejam constantemente ameaçadas de morte. Nós sabemos quem são as pessoas que comandaram a emboscada contra o nosso povo”, relatou o cacique Valdeci Tembé. Ele reforçou o pedido de ajuda ao governo estadual e ressaltou que precisou se afastar da área de conflito nas terras indígenas para resguardar a sua segurança pessoal. “Fiquei o tempo inteiro na floresta e só retornei quando me senti mais seguro”, acrescentou.

O secretário Luiz Fernandes Rocha destacou a importância de uma ação integrada do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social e demais instituições do sistema de Justiça nos municípios onde há aldeias da etnia Tembé. “Este é um trabalho de todos nós, dos governos federal, estadual e municipal. Não podemos separar as responsabilidades que competem às diferentes esferas do Poder Público. Neste sentido, é fundamental a soma de esforços. Precisamos fazer um levantamento completo da situação nas áreas de conflito e agir sem precipitação. Operações desta natureza exigem um planejamento minucioso”, frisou o secretário.

Luiz Fernandes Rocha sugeriu ao grupo de indígenas uma reunião com a participação de todas as lideranças indígenas e representantes dos órgãos envolvidos nas questões relacionadas aos conflitos no território dos Tembé - Segup, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Procuradoria da República, polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar, Ibama, Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Em princípio, a reunião será realizada no dia 17 de dezembro, no município de Paragominas. Durante o encontro, o grupo de indígenas e autoridades vai discutir as ações de prevenção e repressão policial de combate à extração ilegal de madeira nas florestas.

(Antonio Santos/DOL, com informações da Ascom/Segup)

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