Uma confusão marcou a chegada do Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, à sede a Federação dos Pescadores do Pará (Fepepa), inaugurada ontem, em Belém. Uma briga de trânsito envolvendo o presidente da Fepepa, Orlando Lobato, e o dentista Hilário Lima deixou o ministro sem saber o que fazer quando policiais militares tentaram entrar na sede da Federação para conduzir Orlando à delegacia, visto que este se negava a ir espontaneamente, para não deixar de receber o ministro.
Sindicalistas tentaram impedir a entrada dos policias, que aguardaram o discurso do ministro, de Orlando e do presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Abraão Lincoln, para falar com o presidente da Fepepa e escoltá-lo à Seccional de São Brás.
Com o tumulto, o lançamento do Plano Safra, do Ministério da Pesca que destina 4,1 bilhões a categoria, acabou ficando em segundo plano. “A licença ambiental, falta de financiamento e o fato da espécie autorizada não ter viabilidade técnica empatava a produção de pescado”, listou o ministro. Estatísticas de 2011 apontam que cerca de 1 milhão e 430 mil toneladas de peixe são produzidas no Brasil. “O Pará é o maior produtor, com 250 mil toneladas. Só em Tucuruí, usando 1% de lâmina d’água podemos produzir um tanque de 300 mil toneladas de tambaqui por ano”.
Crivella ressaltou ainda que os pescadores já podem fazer empréstimos junto ao Banco da Amazônia, de até R$ 25 mil por meio do Plano Safra. O Pará tem 250 mil pescadores inscritos no Registro Nacional de Pesca. “Esse número é bem maior, muitos não têm registro”, constata Crivella. “O paraense come mais peixe do que produz. E por isso é importador, apesar de ser o maior produtor”, declarou Crivella, para justificar a ausência de pescado na mesa dos paraenses e o alto preço do peixe no Estado.
BRIGA
Ao tentar atravessar a travessa Humaitá, Orlando Lobato desentendeu-se com o motorista Hilário Lima. Ele não estava na faixa de pedestres e xingou o dentista que não lhe deu passagem. Hilário desceu do carro e, após troca de ofensas e socos, Orlando chutou o carro de Hilário. O dentista chamou a polícia, mas Orlando não foi conduzido à Seccional de São Brás, onde o caso foi registrado pela vítima.
A Polícia Militar registrou a situação na Corregedoria da PM para apurar o envolvimento de um capitão que estava a serviço do evento e que não conduziu o presidente da Fepepa para prestar os devidos esclarecimentos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar