A paralisação das atividades médicas no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), anunciada ontem pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), enfrenta um dia de debate na sede do orgão sindical. O quadro clínico não entrou em acordo com a Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró Saúde), nova Organização Social que administra o hospital e resolveu suspender o atendimento.
Segundo o presidente do Sindmepa, João Gouvea, o dia de hoje (12) será dedicado a reunião com grupos por especialidades que aderiram à paralisação: os neurocirurgiões, ortopedistas e pediatras. Desses, a situação mais complicada é a dos médicos que tratam crianças e adolescentes, que informaram que só irão reunir com a Pró-Saúde quanto tiveram proposta concreta, que alcance o pedido de reajuste adequado ao piso da categoria, cerca de R$ 9.830 por uma carga horária de 20 horas.
Além disso, há denúncias de que equipamentos precisam ser recuperados, instalações necessitam de reparos e alguns medicamentos estariam em falta. A categoria ainda reinvidica mais um pediatra na equipe por turno, já que atualmente cerca de 20 profissionais cobrem três áreas do hospital.
Normalidade
Apesar do Sindmepa afirmar que as categorias citadas não estão trabalhando no Metropolitano, a assessoria do hospital informou que o funcionamento está normalizado. O pró saúde cobriu a demanda dos médicos do quadro. Quanto a negociações sobre reajustes salariais e outras reinvidicações, a assessoria esclareceu que a nova Os negociou com os médicos ainda durante o período de transição após a saída da Idesma da administração do HMUE.
(Lorenna Montenegro/DOL)
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