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Metropolitano nega falta de médicos

Apesar da assessoria do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) afirmar que o funcionamento do hospital teria sido normal, ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), médico João Gouveia, informou que pelo men

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Apesar da assessoria do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) afirmar que o funcionamento do hospital teria sido normal, ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), médico João Gouveia, informou que pelo menos quatro setores do hospital (cirurgias vasculares e plásticas reparadoras, pediatria e neurocirurgia) já estariam sem médicos e as equipes de ortopedia e cirurgia plástica estariam incompletas.

Cerca de 70 profissionais do hospital não querem mais trabalhar no HMUE por discordarem das condições impostas pela nova Organização Social contratada pelo governo do Estado para administrar o hospital, a Pró Saúde. O contrato com a antiga administradora foi encerrado ontem.

Segundo João Gouveia, a os médicos não querem assinar contratos como pessoa jurídica como quer a Pró Saúde. “Isso é uma forma de burlar a legislação trabalhista e sonegar impostos. Os médicos também querem receber férias, 13º, FGTS e todos os direitos garantidos por lei”. Além disso, segundo ele, faltam equipamentos, como a ressonância magnética que está parada e até medicamentos comuns como a dipirona.

Em nota, a assessoria de imprensa do HMUE informa que não foi registrada nenhuma baixa dentro do quadro que compõe o corpo médico do hospital. “Houve uma conversa com coordenadores e médicos que trabalham no hospital durante a transição da gestão do Idesma para a Pró-Saúde, na qual 100% dos funcionários que quiseram permanecer no quadro continuaram trabalhando. Os médicos que não quiseram permanecer no quadro foram substituídos, de forma que não afetasse o atendimento à população”, informa. Corrigindo informação veiculada no DIÁRIO, a nota diz ainda que o HMUE deve adquirir mais 90 leitos de retaguarda e possui 221 atualmente.

(Diário do Pará)

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