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Laudo diz que vítimas foram intoxicadas

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou, em coletiva de imprensa realizada ontem, a causa dos problemas de saúde que atingiram 32 pessoas na Unidade Mista de Saúde Dr. Henrique de Christo Alves, em Curuçá.  A inalação, desde junho passad

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou, em coletiva de imprensa realizada ontem, a causa dos problemas de saúde que atingiram 32 pessoas na Unidade Mista de Saúde Dr. Henrique de Christo Alves, em Curuçá.

A inalação, desde junho passado, do vapor de tiocianato de amônia – produto usado para fixar raio- x – misturado a material de limpeza provocou a intoxicação, no final de novembro, em funcionários e pacientes, que estão recebendo doses do antídoto hidroxocobalamina.

A queda do produto em uma sala administrativa do hospital e a limpeza inadequada resultou em alterações orgânicas como dificuldade de respirar; formigamento nas mãos e pés; espasmos e sangramentos intestinal, anal, vaginal e nasal.

EXAMES
Com os resultados dos exames na mão, o secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, afirmou que está totalmente descartada a infecção por vírus, bactéria ou fungo. “Não é um processo infeccioso e não há risco de transmissibilidade. O hospital está sendo reaberto hoje (ontem) e já passou por limpeza e uma adequação será feita de acordo com as normas da Vigilância Sanitária”, afirmou Franco.

Apenas uma pessoa segue internada em um hospital particular, as demais já receberam alta. Nem todos precisarão tomar doses da droga hidroxocobalamina.

As pessoas que tiveram contato com o vapor dos produtos receberão acompanhamento médico. O secretário de Saúde afirmou ainda que a adolescente que morreu na Santa Casa não foi vítima do vapor. “O laudo do óbito apontou infecção generalizada e, além disso, a paciente estava com dengue”.

O Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Laboratório Central do Estado (Lacen) foram responsáveis pelos exames. Materiais biológicos também foram enviados a São Paulo, para testes. São 32 casos confirmados e uma suspeita. “Já tínhamos a suspeita que fosse a inalação dos vapores misturados, mas precisamos ter essa comprovação”, disse Helena Brígido, médica infectologista.

O antídoto do tiocianato é um medicamento injetável. O remédio será utilizado apenas em parte dos 32 pacientes afetados pela intoxicação, principalmente nos que apresentam maiores índices de tiocianato. Os que apresentam índices baixos estão eliminando a substância pela urina.

Inicialmente, conforme a médica, os pacientes serão tratados com o medicamento por dez dias e serão reavaliados sobre a necessidade ou não de continuar o tratamento, uma vez que ele também pode gerar efeitos colaterais. Helena ressaltou, por fim, que essas pessoas devem permanecer sob controle e acompanhamento por tempo indeterminado, para reduzir os riscos de sequelas neurológicas e pulmonares.

(Diário do Pará)

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