A jornalista paraense Caroline Pinheiro, 26 anos, o namorado dela e uma amiga foram agredidos na noite da última quarta-feira (12), durante a partida final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Tigres da Argentina. O fato ocorreu em um bar na capital paulista, onde a jovem mora a cerca de cinco anos.
Caroline relata que a agressão começou com a demonstração de preconceito por parte de homens que a viram juntamente com uma amiga. "Eu estava num restaurante ao lado do bar onde tinham os torcedores assistindo ao jogo. Eu estava quase indo embora, quando um deles começou a jogar bombinhas na rua, eu e minha amiga reclamamos e ele passou a nos insultar e gritar coisas ofensivas e preconceituosas, coisas como 'chupa, sapatão'. Foi ficando pior. Resolvemos ir embora e anotar a placa do carro dele e nesse momento ele voltou a nos ofender. Resolvi ir até ele e questionar a atitude. Eu disse 'você sabia que isso é crime? Que preconceito é crime?'. E ele respondeu 'vai embora sapatão, eu não tenho medo de polícia'. Eu disse que chamaria a polícia, para que o pegasse em flagrante em ato preconceituoso. Ele se irritou e jogou cerveja nos meus olhos. A polícia então foi acionada", contou Caroline.
Após a discussão entre Caroline e o torcedor, a jornalista viu a situação se agravar ainda mais quando o dono do bar se mostrou indiferente, sem prestar assistência a ela e a amiga, ficando a favor dos agressores. "Eu estava sendo ameaçada, mas não sai de lá porque queria que a policia chegasse. Chamei meu namorado para me buscar. Eu chorava muito e estava desesperada, indignada. Quando meu namorado chegou, cara que me agrediu e o dono do bar estavam me ameaçando", conta.
O namorado de Caroline ainda tentou conversar com o proprietário do estabelecimento, mas foi interpelado pelos agressores, que o imprensaram contra a parede, depois correram atrás dele com pedras e cadeiras "Meu namorado perdeu o tênis, as chaves do carro e de casa e ficou ferido na barriga e nas costas", relatou.
Segundo Caroline, quando a polícia chegou, o casal ainda teve problemas em ser atendido. "A policia só chegou porque eu corri atrás de uma base móvel que ficava lá perto e vendo meu estado eles foram ver o que acontecia, dai eles enquadraram o homem que me agrediu e chamaram o dono do bar. Depois disso tudo eles não quiseram levar o torcedor que agrediu a mim e ao meu namorado, mesmo ele estando com drogas no bolso", afirmou.
Ainda segundo a paraense, um dos policiais riu e disse: "você quer o quê? que te proteja? você está no Brasil", detalhou a jovem.
Após o tumulto o casal conseguiu registrar o boletim de ocorrência e prentende dar continuidade a queixa, já registrada na corregedoria de São Paulo.
(DOL)
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