O Ministério Público Federal do Pará reagiu à aprovação do financiamento de longo prazo de R$ 22,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Desde que a Norte Energia S.A., consórcio responsável pela obra, pediu o financiamento, em 2011 - quando também foi concedido o primeiro empréstimo-ponte, modalidade emergencial para as obras serem iniciadas -, o MPF do Pará investiga o financiamento. Os questionamentos já haviam sido feitos antes, em maio e julho, mas foram repetidos porque, segundo o procurador Ubiratan Cazetta, algumas respostas vinham incompletas, sob alegação de que "o financiamento estava sendo analisado".
Com a investigação, o MPF do Pará quer verificar se todos os preceitos de risco de crédito foram observados, se os custos foram corretamente mensurados e se o BNDES seguiu, na análise do projeto, sua própria política socioambiental - para além de verificar a validade das licenças ambientais.
(DOL, com informações do MPF)
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