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Nem o recesso esfriará disputa pela presidência

A eleição para presidência da Câmara Municipal de Belém será realizada dia 1° de janeiro, durante a posse dos novos vereadores, eleitos em outubro deste ano. Mas, as articulações dos candidatos atrás de adesões estão a todo vapor e vão se intensificar mes

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A eleição para presidência da Câmara Municipal de Belém será realizada dia 1° de janeiro, durante a posse dos novos vereadores, eleitos em outubro deste ano. Mas, as articulações dos candidatos atrás de adesões estão a todo vapor e vão se intensificar mesmo durante o recesso parlamentar. Apesar da eleição ser para o Legislativo municipal, o prefeito eleito Zenaldo Coutinho (PSDB) é quem dá as cartas, anunciando o candidato governista Paulo Queiroz (PSDB) como seu candidato. Do outro lado da disputa, o peemedebista Zeca Pirão espera aglutinar além de membros de sua bancada, vereadores da esquerda, que juntos somariam 15 votos, sendo onze do PT, Psol, PSTU e PCdoB e quatro do PMDB. O restante dos votos ele espera conseguir em conversas com os líderes partidários, dirigentes dos partidos e com os próprios vereadores, individualmente.

Mas do lado dos partidos de esquerda duas vereadores podem apresentar candidatura: Marinor Brito (PSol) e Sandra Batista (PCdoB) também acreditam em uma boa articulação da oposição para conseguir a presidência da Câmara de Vereadores. Marinor Brito já anunciou sua candidatura. O mandato do atual presidente Raimundo Castro (PTB) encerra dia 31 deste mês.

QUEIROZ

Paulo Queiroz é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular e foi reeleito para o quinto mandato de vereador, sempre pelo PSDB. Pela primeira vez vai disputar a presidência da CMB. Ele afirma que já tem a garantia de 20 adesões dos 35 vereadores. Conta que conversa individualmente com os vereadores reeleitos e com os novos que assumirão dia 1° - e que também terão a responsabilidade de votar na nova mesa-diretora da casa. A candidatura de Queiroz foi anunciada na quinta, 13, à noite, pelo próprio Zenaldo Coutinho.

Segundo Queiroz, o fato do prefeito eleito indicar seu nome para a bancada governista é comum no processo eleitoral do Legislativo municipal: ele não vê interferência no processo eleitoral da Casa. Ao contrário, ele acredita que a câmara de vereadores tem também o papel de ajudar o gestor a por em prática suas metas de administração. “Acredito na proposta do Zenaldo para cuidar de Belém e para isso ele precisa de apoio das bancadas no Legislativo”, explica Queiroz. Mas ele ressalta também que não acredita na possibilidade de uma chapa de consenso, já que existem outros vereadores querendo a disputa.

ZECA PIRÃO

Por outro lado, o empresário Wilson Araújo, mais conhecido como Zeca Pirão, enfatiza que sua candidatura não é de oposição, mas de um grupo de vereadores que pretende administrar a Câmara de Belém de forma independente, mas em harmonia com os outros poderes. Zeca Pirão já exerceu dois mandatos como vereador e um como presidente da CMB. Também já enfrentou muita reação da administração Duciomar Costa, que também encerra no final deste mês.

Pirão relembra que quando foi eleito presidente da CMB no final de 2006, contrariou as previsões do bloco governista. “Teve vereador que já havia até dado entrevista como virtual vencedor, mas às 15 horas, quando foi apurado o resultado dos votos, eu sai vencedor”, ressalta.
Porém, Zeca Pirão admite que o processo não é nada fácil e diz que vai depender de muita articulação, compromisso e credibilidade.
Ele também afirma que tem boa relação com o prefeito eleito e até com o candidato do PSDB, Paulo Queiroz. Além disso, Pirão garante que tem apoio dos funcionários e meios para fazer uma boa administração na CMB.

MARINOR

Com formação em Educação Física e vereadora eleita para o terceiro mandato na CMB, Marinor Brito se apresenta como opção do bloco de esquerda para enfrentar a base governista. Ela diz que diferentemente do candidato oficial do prefeito, o grupo que ela agrega está tentando construir uma candidatura independente, buscando a democratização da câmara de vereadores em Belém. “Temos que exercer nosso dever constitucional sem estar subserviente ao Executivo”, acentua Marinor.

Segundo Marinor Brito, a disputa da mesa diretora da CMB ocorre em uma conjuntura em que a luta política no Estado “marca claramente” a força de crescimento dos setores conservadores no Estado. “O PSDB, nesse momento, coordena esse crescimento com a vitória das principais cidades e orçamentos do Estado”, ressalta.

Por isso, afirma a vereadora eleita, é preciso criar um movimento político para garantir maior controle social, fiscalização das contas e aplicação das políticas públicas, que são essenciais para garantia de direitos e melhoria da qualidade de vida da população.
“O Legislativo precisa ser um poder autônomo, independente, capacitado técnica e politicamente para fiscalizar e interferir para que os direitos do povo de Belém sejam respeitados”, enfatiza Marinor Brito.

(Diário do Pará)

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