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Um bilhão de motivos para você usar

De minuto a minuto, checar a página esperando uma novidade, uma curtida, um comentário, uma marcação. De vez em quando, até uma cutucada. O relacionamento na internet pode se resumir a um clique. Cada um deles interpretados ou mal interpretados ao b

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De minuto a minuto, checar a página esperando uma novidade, uma curtida, um comentário, uma marcação. De vez em quando, até uma cutucada. O relacionamento na internet pode se resumir a um clique. Cada um deles interpretados ou mal interpretados ao bel prazer do usuário com uma pitada de opinião dos amigos, os mais chegados, os favoritos.

O Facebook, o mais famoso site de relacionamento do mundo, alcançou em outubro desse ano um bilhão de usuários. Até março, quando era 850 milhões de contas, o Brasil era o 6º país com mais usuários, eram quase 30,5 milhões. Dos usuários ativos, 50% fazem login diariamente e 43% acessam o Facebook de algum smartphone.

Em 2009, 80% dos usuários da internet no Brasil já eram inscritos em algum site de relacionamento, o quarto recurso mais utilizado na web. Nessa época o Orkut era parte da rotina de 70% dos internautas brasileiros, segundo dados da Nielsen – empresa de mensuração e análise de dados de navegação na internet. Atualmente o Facebook, “Face” para os mais íntimos, é o termo mais buscado no Google pelos brasileiros, em 2012.

Numericamente a relação só cresce. São muitos amigos, milhares de fotos, centenas de links e mais meia dúzia de piadas compartilhadas. A relação virtual entre os seres humanos parece se tornar cada vez mais forte. Ou rápida. Ou talvez dinâmica. As opiniões variam. É comum ouvir das avós que essa geração de hoje só quer saber de computador. Dos mais jovens também é possível ouvir que a tecnologia é uma necessidade hoje.

MUDANÇAS

Para a psicóloga Niamey Granhen é necessário avaliar o perfil dos usuários antes de responder se os relacionamentos virtuais são positivos ou não. “Para muitas pessoas, as mais tímidas, isso é bom. É uma oportunidade de socializar mais”, diz. Ainda assim, ela já percebeu que de cinco anos para cá as mudanças têm sido intensas. “A vida presencial está muito atrelada à virtual. No meu consultório mesmo eu vejo. Hoje os pacientes não relatam mais uma briga. Eles trazem ela impressa”, argumenta.

Segundo ela, essa geração tem perdido algumas habilidades de relacionamento. “A gente vê isso se refletindo na família, porque as pessoas, as usuárias mais intensas, estão aumentando sua habilidade social virtual e também sua inabilidade social virtual”, explica. Essas condições podem criar barreiras reais na vida dessas pessoas. “Somos seres relacionais e hoje em dia as pessoas estão atrás de alternativas para serem relacionais. Até o trabalho pede proatividade e sociabilidade. E essas pessoas terão que desenvolver novas habilidades para permanecer assim”, argumenta.

(Diário do Pará)

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