A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) lançará, nesta quinta-feira (27), às 10h, no auditório do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) a portaria sobre o fluxo de assistência para pacientes com doença de Chagas no Estado do Pará, que já foi assinada pelo secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, e será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
O objetivo da portaria é garantir um atendimento clínico adequado aos pacientes com doença de Chagas no Pará, cumprindo o protocolo de seguimento clínico instituído pelo Ministério da Saúde. Hoje, a referência estadual é o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), onde funciona o Programa Multidisciplinar em Doença de Chagas. Além de atender aos pacientes, o serviço do HUJBB é campo de pesquisa e fonte de informações científicas sobre doença de Chagas para os profissionais médicos e residentes do Estado.
Além de Helio Franco, estarão presentes a diretora de Vigilância em Saúde, Rosiana Nobre, a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, e profissionais de saúde que atuam nessa área.
Segundo Elenild, o Programa de Doença de Chagas foi oficialmente implantado na Sespa em 2006 e, de lá para cá, o Estado contabilizou 933 casos confirmados da doença com 21 óbitos distribuídos em 56 municípios. Este ano, a Sespa registrou até agora 148 casos e 03 óbitose há a preocupação que mais casos sejam notificados até o início de 2013. Os municípios com mais casos da doença são Abaetetuba (62), Belém (21) e Bragança (09).
Em 2011, o Pará registrou 141 casos de doença de Chagas. A principal forma de transmissão é a oral relacionada ao consumo de açaí.
Desde a implantação do Programa de Chagas, um esforço integrado entre instituições parceiras vem sendo realizado para executar o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Controle da Doença de Chagas, o que inclui, em linhas gerais, atividades de Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Pesquisa de Reservatórios Animais, Vigilância Entomológica, Vigilância Laboratorial e Assistência, sendo esse último quesito, um dos mais relevantes.
Elenild explicou que o paciente com diagnóstico de doença de Chagas precisa ficar sob acompanhamento médico pelo período de cinco anos para tentar reduzir as sequelas da infecção crônica, principalmente, cardiológicas. O fato é que, atualmente, pacientes agudos que se tornaram ou tornarão crônicos são carentes de seguimento clínico preconizado pelo Ministério da Saúde.
A coordenadora estadual informou, ainda, que o cenário epidemiológico da doença de Chagas no Pará é preocupante a partir do mês de junho com o aumento da ocorrência dos casos e surtos nos meses de setembro, outubro e novembro, exigindo que as Vigilâncias Epidemiológicas, Sanitárias e Entomológicas estejam em alerta para casos de febre com mais de sete dias, considerando que o Estado possui 86 municípios em risco de transmissão da doença de Chagas.
(Agência Pará)
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