Daiana dos Santos, 30 anos, há dois meses ganhou a oportunidade que tanto esperava: uma chance de mostrar serviço e de ter um emprego com carteira assinada. Como a vendedora, outros 8 mil trabalhadores temporários ocupam vagas criadas para esta época do ano, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindilojas).
Segundo o vice-presidente do Sindilojas, Joy Colares, historicamente, a média de contratação de funcionários temporários fica na casa dos 20%. Segundo Augusto Levy, gerente da loja em que Daiana trabalha, todos os funcionários contratados começaram como temporários. “Até o dia 24, quando o fluxo na loja era mais intenso, tínhamos uns 40 funcionários em regime temporário. Agora, nós temos 20, fizemos uma ‘peneira’ e só ficaram realmente os melhores”.
O vice-presidente do Sindilojas conta que entre 40% e 50% das vagas temporárias foram criadas em Belém. “Por conta do crescimento da economia, nós podemos afirmar com certeza que o número de contratos será maior. Só em Belém, graças à abertura de um shopping em abril, foram 200 novas lojas”. Segundo Colares, os trabalhadores ainda terão muito trabalho até o fim do ano, por conta do movimento aquecido pelas confraternizações.
Apesar da boa notícia, Colares explica que ainda não é possível fornecer estatísticas a respeito dos quadros funcionais. “A informação do universo geral nós só vamos ter em fevereiro com a publicação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Essa é a única maneira de termos dados precisos porque nela está contida o número de contratações efetivadas que as empresas realizam no final de cada mês”.
Segundo Colares, em muitos casos, os lojistas optam por demitir funcionários já estabelecidos a fim de abrir vagas para temporários. “O empregador faz uma avaliação e, se ele achar que vale a pena, acaba ficando com o temporário no final das contas. Acontece bastante. Por isso, a recomendação é que as pessoas encarem o serviço temporário como definitivo”.
(Diário do Pará)
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