O novo salário mínimo de R$ 678, que entrará em vigor a partir do próximo dia 1º, deverá injetar cerca de R$ 1 bilhão na economia paraense em 2013, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).
No entanto, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula que o novo mínimo resultará num impacto de R$ 1,88 bilhão aos cofres das prefeituras em todo o Brasil. Um fato que preocupa as administrações municipais que contam com um baixo orçamento. Nas ruas, a população se questiona sobre onde aplicar os R$ 56 de reajuste, uma vez que os produtos no mercado também aumentam de preço. O Dieese frisa que estes 9% de aumento no salário mínimo será usado basicamente no consumo do trabalhador.
O R$ 1 bilhão que o novo mínimo vai injetar na economia do Estado, cerca de R$ 83 milhões por mês, corresponde à metade da fatia de dinheiro que deve circular em toda a região Norte do país (R$ 2 bilhões) com o salário de R$ 678. Do total de R$ 3,5 milhões de paraenses ocupados, 40% (1,4 milhão) recebem somente um salário mínimo como remuneração. Deste percentual, 57% são homens (813 mil) e 43% mulheres (604 mil).
PREOCUPAÇÃO
A preocupação da CNM é com os municípios brasileiros que possuem baixo orçamento, pois o novo mínimo deverá provocar um impacto de R$ 1,88 bilhão aos cofres das prefeituras. De acordo com o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, a política utilizada pelo Governo Federal para aumentar o salário causa problemas de caixa às prefeituras e isto resulta em alguns transtornos aos servidores municipais.
Somente no ano passado, os impactos ultrapassaram o valor de R$ 2,5 bilhões aos caixas das prefeituras. Nos últimos nove anos, ou seja, desde 2003, os impactos somam R$ 14 bilhões.
Na opinião da administradora, Shirlene Souza, 30, o aumento de R$ 622 para R$ 678 “é mínimo mesmo”, pois não supre as necessidades básicas do mês e nem se pode investir. A gestora de recursos humanos Carolina Pereira, 24, reforça que uma vez que o salário é reajustado, aumenta também o valor dos produtos. “Se aumentasse bem mais acima da inflação até que seria um salário mais justo”, comentou.
(Diário do Pará)
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