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Energias de 2013 serão regidas pela lógica de 2014

Em 2013 não teremos eleições, mas como a roda da política não para, as atenções e ações de partidos e potenciais candidatos já estão voltadas para 2014, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher governadores, deputados estaduais, deputad

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Em 2013 não teremos eleições, mas como a roda da política não para, as atenções e ações de partidos e potenciais candidatos já estão voltadas para 2014, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher governadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e o presidente da República. Nos próximos meses, todas as ações de quem já está no poder ou deseja lutar para chegar a ele levarão em conta o calendário eleitoral que ainda nem começou.

Para o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), o ano começa com turbulências e a necessidade de tomar decisões que podem ser cruciais. O desafio é manter o frágil equilíbrio entre as forças políticas que dão sustentação ao governo - e ao mesmo tempo costurar as bases que podem levá-lo a uma reeleição.

Entre as causas da turbulência está a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Pará, que abriu um front entre o PSDB, partido do governador, e o maior aliado de Jatene, o PMDB. As relações já estiveram melhor.

Ao assumir o governo, Jatene trabalhou para eleger o também tucano Manoel Pioneiro à presidência da AL, com apoio do PMDB. Mesmo sem um acordo formal, lideranças do partido deixaram claro que esperavam uma contrapartida dois anos depois, o que não aconteceu com Jatene lançando o tucano José Megale na disputa. Este, por sua vez, desistiu depois que vieram à tona questionamentos sobre uma investigação contra ele, paralisada, na segunda instância do Ministério Público desde maio. O pedido foi feito pelo promotor Arnaldo Azevedo, que investiga fraudes na AL. Com a desistência, a escolha recaiu então sobre o atual líder do governo na casa, Márcio Miranda, que concorreu à prefeitura de Castanhal, mas acabou derrotado pelo candidato do PMDB, Paulo Titan. O clima azedou de vez quando Pioneiro marcou a eleição da Mesa para fevereiro (o regimento da AL prevê que a escolha ocorra entre dezembro e fevereiro), para dessa forma evitar votos contrários ao bloco do governo, caso do deputado João Salame (PPS), que assumirá a prefeitura de Marabá.

Em meio às festas de fim de ano, as negociações praticamente pararam. “Eu não estou articulando nada neste momento”, diz o candidato do PMDB, Martinho Carmona, para quem as conversas só devem ser retomadas na segunda quinzena de janeiro. O peemedebista diz que acha remotas as possibilidades de formação de uma chapa de consenso. A disputa, pelo menos por enquanto, é dada como certa. Na semana passada, nem candidato do governo, Márcio Miranda, nem os assessores dele responderam aos telefonemas da reportagem.

As perguntas que vêm sendo feitas pelos expectadores da cena política do Pará é qual o impacto da disputa sobre a base aliada e, principalmente, de que forma essas disputas podem influenciar nos rumos do governo Jatene. Cientista Político e estudioso das instituições, Edir Veiga afirma não acreditar em rompimento brusco nos próximos meses. “Nenhum partido tem interesse em romper neste momento com o governo. O que está havendo é uma disputa pelo controle do Legislativo, o que é natural. Há um razoável grau de tensionamento, mas não creio que haverá rompimento”.

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