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Despedida marcada pela emoção e tristeza

O silêncio marcou a consternação de familiares e amigos que participaram do velório da procuradora Geral Maria da Graça Azevedo morta no acidente de trânsito na rodovia PA-324, na última sexta-feira, 28, no qual três pessoas morreram e uma ficou gra

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O silêncio marcou a consternação de familiares e amigos que participaram do velório da procuradora Geral Maria da Graça Azevedo morta no acidente de trânsito na rodovia PA-324, na última sexta-feira, 28, no qual três pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida. No carro da procuradora estava Rita de Andrade Fortal, 67, que trabalhava há mais de 30 anos como governanta em sua casa e já era considerada membro da família.

Os corpos foram velados no auditório do Ministério Público do Estado. Autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público prestaram homenagens. Maria da Graça foi nomeada, no último dia 19, Procuradora Geral do Estado, cargo que iria assumir a partir de março do ano que vem. Com o seu falecimento ainda não se sabe quem poderá assumir o cargo. Maria da Graça era viúva e deixa dois filhos.

Até o final da manhã de sábado, enquanto acontecia o velório, a polícia ainda não havia divulgado a linha de investigação sobre o acidente. Até então, comenta-se que há três versões sobre o acidente que envolveu o carro da procuradora, um Honda Fit, e o Nissan, em que estava a terceira vítima fatal Alan Marcelo Pereira Ribeiro, 36, servidor do Tribunal de Contas do Município, e Samuel Santiago Rodrigues, 52, que foi levado para Hospital Metropolitano, em Ananindeua.

De acordo com a polícia, os carros bateram de frente e os dois ficaram totalmente destruídos e as vítimas presas nas ferragens. Testemunhas ressaltam a possibilidade de uma moto também estar envolvida, mas isto não está confirmado. No sábado, 29, técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fizeram a perícia nos veículos. Não se pode afirmar se o condutor do Nissan fez alguma ultrapassagem indevida.

Maria da Graça ia passar o final de semana com o filho, o promotor Marcio Maués, em Salinópolis. Ela voltaria hoje para Belém, pois pretendia participar da posse do prefeito eleito Zenaldo Coutinho.

O sobrinho da promotora, o gestor empresarial Alexandre Maués, contou que ela e o filho começaram a viagem juntos, cada um em seu carro. “Eles almoçaram na estrada e e depois disso um saiu na frente do outro. Ele (Márcio) acredita que ela deva ter parado para beber água ou comprar alguma coisa na estrada e não a viu, por isso seguiu a viagem”, relatou.

Poucos minutos depois de chegar em Salinópolis Márcio telefonou para o celular da mãe para saber o motivo da demora. “Uma outra pessoa atendeu e disse que tinha acontecido um acidente. Imediatamente ele foi atrás, deixou a família em casa e seguiu sozinho até o local do acidente”, disse Alexandre.

Quando chegou ao local do acidente, que aconteceu no trecho entre Nova Timboteua e Peixe-Boi, o promotor se deparou com a mãe e Rita falecidas. “Daí ele ligou para o MPE e comunicou a morte dela. Pediu ajuda para que a polícia investigue o caso”, desfechou o sobrinho da procuradora.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes, esteve no velório da procuradora e reforçou que o caso está sendo investigado. “Estamos trabalhando como um acidente de trânsito. Precisamos aguardar o resultado das perícias e também o depoimento de testemunhas”, frisou. O inquérito pode durar até 30 dias para ser concluído.

Fernandes disse que conheceu Maria da Graça quando ele ainda era diretor da Delegacia de Meio Ambiente (Dema). “Esta notícia consternou todo mundo. Ela era bastante engajada nas causas ambientais”, ressaltou.

Muito emocionado, o irmão da procuradora, Flávio Azevedo, enfatizou que Maria da Graça deixa a imagem da “irmã fantástica” que foi.

Para o presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep), Samir Tadeu Dahas, o momento agora é de prestar solidariedade aos familiares da procuradora. Ainda não se sabe quem poderá suceder a Procuradoria Geral do Estado, no lugar de Maria da Graça Azevedo. “A lei é muito omissa nesse aspecto. Caberá ao Colégio de Procurador escolher e decidir sobre uma nova eleição ou se o governador irá escolher alguém da lista da tríplice”, colocou.

A Polícia Civil divulgou nota de pesar pelo falecimento da procuradora. O enterro aconteceu na tarde de sábado, em um cemitério particular de Ananindeua.

A reportagem tentou contato com o Hospital Metropolitano, para saber o quadro clínico da quarta vítima do acidente, Samuel Santiago, mas ninguém da assessoria atendeu as ligações.

(Diário do Pará)

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