O corpo da procuradora Geral do Ministério Público do Estado (MPE), Maria da Graça Azevedo da Silva, foi enterrado na tarde do último sábado, no cemitério Recanto da Saudade, em Ananindeua. Nomeada pelo governador Simão Jatene, no último dia 19, Maria da Graça Azevedo deveria assumir o comando do MPE no dia 1º de março.
O governador Simão Jatene, que compareceu ao velório pela manhã, na sede do MPE, decretou luto oficial de três dias, a partir de sábado (29), em homenagem a procuradora. “Ela era incansável e responsável na sua atuação como fiscal da lei, juntamente com os membros do Ministério Público do Estado”, disse o governador, acrescentando que ela será sempre lembrada como uma mulher “que usou seu talento, sua inteligência e sua honestidade para engrandecer, não só o Ministério Público, mas o Estado do Pará”.
O vice-governador Helenilson Pontes afirmou que “O Estado perdeu alguém que dedicou 30 anos de sua vida, seus esforços, sua saúde, em nome dos interesses maiores da sociedade paraense. Quem perde não é apenas o Ministério Público. Hoje quem está de luto e quem se entristece é o Pará”.
O corpo da procuradora, que tinha 62 anos, foi velado junto com o de Rita de Andrade Ribeiro Portal, de 67, que era considerada uma pessoa da família. Os corpos das duas também foram enterrados no mesmo cemitério. Familiares, amigos e a Administração Superior do Ministério Público, tendo à frente o procurador-geral de justiça, Antônio Eduardo Barleta de Almeida, promotores, procuradores, advogados, juristas e centenas de servidores também compareceram ao velório, realizado no auditório do prédio sede do MPE.
Segundo o procurador aposentado, Ismaelino Valente, Maria da Graça Azevedo “sempre estava alegre, de bom humor, sempre com uma palavra de conforto e incentivo às pessoas. Tinha projetos de trabalho e vai fazer muita falta ao MP”.
O enterro da procuradora foi realizado já por volta das 17h de sábado. Antes do caixão descer para a cova, o filho de Maria da Graça Azevedo, Márcio Maués, tocou o caixão e disse somente: “obrigado minha mãe pela honra e pelos ensinamentos”. Ela foi enterrada no mesmo jazigo onde está o filho dela, Leonardo Silva Maués de Farias, morto há 15 anos, também vítima de um acidente de carro.
(Diário do Pará)
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