Mosqueiro já estava lotada na manhã deste domingo e até o meio dia ainda tinha muita gente chegando à ilha para passar a virada do Ano-Novo. As vendedoras de tapioca e mingau do tradicional café das barraquinhas em frente ao mercado estavam radiantes com o movimento. A expectativa dos barraqueiros das praias para o Ano-Novo é grande. O trânsito não engarrafou, mas ficou lento na BR 316 na manhã de domingo e com muito movimento na estrada de Mosqueiro também.
A pedagoga Irene Rocha e a filha pequena esperavam em pé uma mesa desocupar para tomar café. Mas ela tirou de letra o incômodo. “Vale a pena esperar sim, sem problema”. A filha da dona da barraca, Samara Azevedo, que toma conta do negócio, apesar do aperreio de ter que atender tanta gente ao mesmo tempo, estava feliz com o movimento que, segundo ela, “aumentou desde o Natal e a gente espera mais gente ainda agora no Ano-Novo”.
Na praia do Chapéu Virado, uma das mais tradicionais da ilha, já havia muita gente tomando banho por volta das 11h. A estudante mineira de Belo Horizonte, Bruna Alfenas, 21, já estava curtindo a praia desde cedo. Ela diz que adorou vir com a família passar o final do ano em Belém.
A dona de uma barraca na praia do Farol, Nazaré Oliveira Freitas, 49, estava cheia de expectativas. “Hoje (ontem) já melhorou, já deu para tirar o prejuízo do Natal com certeza”, avaliou. Na barraca dela os pratos mais caros chegam aos R$ 50 (filé) e R$ 45 (pescada amarela) até iscas de peixe de R$ 25 e a cerveja custa R$ 5. “A água é doce, mas o preço é salgado”, diz o turista de Teresina (PI), Fábio Nobre, 31, autônomo que decidiu passar o Réveillon com a família em Belém. Apesar de achar caro, ele ficou encantado com “a praia com onda de mar, mas de água doce”.
(Diário do Pará)
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