Para muita gente, a sonhada virada do Ano Novo junto com a família e os amigos ficou para o ano que vem e o brinde de champanhe só foi feito no café da manhã do primeiro dia do ano. Na véspera do ano novo, elas ainda estavam arrumando as malas para viajar. No aeroporto o movimento foi pequeno na tarde do dia 31. No terminal rodoviário o movimento foi bem maior e muita gente se preparava para passar o Ano Novo dentro do ônibus.
Apesar da tranquilidade nos guichês de check in do aeroporto Júlio César, em Belém, havia uma certa ansiedade nas filas entre aqueles passageiros que iam viajar para mais longe, como o industrial Luiz Moura, 38, que foi passar o Ano Novo e as férias com a família na praia de Camburi, no Espírito Santo. Com embarque marcado para o final da tarde, ele estava prevendo chegar em Vitória por volta das 23h30, isso se não houvesse nenhum atraso pelo caminho. Ele confessou que estava “ansioso por rever a família”. A data da viagem foi escolhida de propósito por ele que confiava que chegaria em tempo de comemorar a virada do ano.
As empresas aéreas não costumam fazer grandes festas durante os voos na virada do ano. Em algumas delas ainda é servido um champanhe. Outras não oferecem nada de especial e os passageiros se confraternizam sozinhos ou com o comandante, quando este decide trocar algumas palavras sistema de áudio do avião.
No terminal rodoviário, o taxista Gilvan Santos, 48, já estava conformado em passar o ano dentro de um ônibus a caminho de São Luiz. Ele disse que veio de Laranjal do Jari, mas o navio atrasou e ele perdeu todos os horários da manhã e teve que viajar às 18h para amanhecer o primeiro dia do ano em São Luiz. “Se tiver alguma coisa (dentro do ônibus) vai ser legal, mas se não tiver nada vou passar o ano dormindo mesmo nesse mundão”, afirmou.
As empresas de ônibus raramente fazem festejos de fim de ano para os passageiros. Quando dá, o motorista para em algum local para um brinde. Quando não, todo mundo passa a virada na estrada. Raros são os que levam algo para comer e brindar. A maioria prefere dormir mesmo.
E pra quem viaja dentro do próprio Estado também se arrisca a passar o Ano Novo na poltrona de um ônibus. É o que temia a doméstica Margareth Borges, que teve que embarcar para uma viagem de cinco horas para Tomé-Açu, com chegada prevista para perto de meia noite. “Qualquer atraso maior e agente vai ter que brindar pelo caminho mesmo”, afirma. Ela se atrasou para comprar a passagem. A Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda. (Sinart), que administra o terminal rodoviário estima que aproximadamente 45 mil passageiros embarcaram neste Réveillon, tendo como principais destinos São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife e Parnaíba, Salinas, Marudá e Bragança no Pará.
(Diário do Pará)
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