“A gente trabalha há anos no mesmo lugar, faz freguesia, faz endereço, e de repente tem que mudar e começar tudo de novo. É complicado”, afirma Leno Freitas, presidente da Associação dos Trabalhadores do Centro Histórico de Belém.
Foi neste clima de insegurança que os ambulantes do centro comercial da capital se reuniram na manhã de ontem com o novo secretário municipal de Economia, Marco Aurélio do Nascimento, para discutir as medidas de remanejamento dos trabalhadores para o Espaço da Palmeira e Shopping da João Alfredo.
Segundo Leno Freitas, a principal reivindicação discutida no encontro foi o remanejamento definitivo dos trabalhadores para um espaço que ofereça suporte e conforto. “Parte dos camelôs da João Alfredo foram remanejados há três anos para o Espaço da Palmeira com a obra inacabada. Faltou construir a Praça de Alimentação, revestir o piso e fazer reparos na cobertura do espaço, e isso dificultou o cotidiano destes trabalhadores”, reclama.
A morosidade das obras foi apontada durante a reunião como causa de transtorno aos trabalhadores. “Além da conclusão da obra no Espaço da Palmeira, estamos aguardando o início da construção do Shopping da João Alfredo, para onde serão remanejados os trabalhadores da rua Santo Antônio. Vamos fazer uma licitação para dar agilidade ao processo. Enquanto isso, os trabalhadores estão instalados na praça Barão do Guajará, na rua Santo Antônio”, explica o secretário. “Faremos nova reunião na semana que vem, para acertar as datas de entrega dos espaços de remanejamento. Nossa expectativa é de que isso seja cumprido. O poder público fazendo a sua parte, o trabalhador também faz”, acredita Marco Aurélio.
CURSO
O secretário municipal de Economia afirmou que serão remanejados para o shopping popular João Alfredo 150 vendedores ambulantes de Belém e 250 irão para o Espaço da Palmeira - que está sendo revitalizado. “Só vamos aceitar quem tiver o certificado do curso do Sebrae”, disse o secretário que participou, à tarde, de uma reunião com a diretoria do Sebrae no Pará.
Vilson Schubert, diretor-superintendente do Sebrae no Pará, reforça que não se trata somente de uma palestra, mas de um curso em que os participantes receberão certificados do Sebrae e terão maior destreza para a atividade.
“Precisamos saber qual o perfil empreendedor deles, pois vamos trabalhar com diferentes grupos e saber quem é formalizado ou não”, disse. A intenção é iniciar a preparação das turmas o mais breve possível para garantir a formação dos trabalhadores informais.
(Diário do Pará )
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