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Em 2013, a ordem é não passar aperto financeiro

O ano novo inicia e o que mais os brasileiros desejam é conseguir dinheiro e pagar as dívidas velhas, feitas no ano passado, e viver com um orçamento que não o deixe preocupado no final do mês. São cartões de crédito estourados, faturas que não param de c

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O ano novo inicia e o que mais os brasileiros desejam é conseguir dinheiro e pagar as dívidas velhas, feitas no ano passado, e viver com um orçamento que não o deixe preocupado no final do mês. São cartões de crédito estourados, faturas que não param de chegar, enfim! Um monte de códigos de barra em boletos que podem ser maiores que os números líquidos contidos no contracheque. Para os especialistas, a recomendação número 1 é planejar o orçamento e a renda familiar para poder se livrar das dívidas antigas e saber quanto deve gastar ao longo do ano. O economista João Pereira dos Santos, que também é pesquisador na Universidade Federal do Pará (UFPA), sugere três passos importantes que o trabalhador (chefe de família) deve dar antes mesmo de ir às compras.

O primeiro passo é verificar as contas que representam os chamados “custo fixo” e separá-las das contas variáveis e de quantias reservadas a imprevistos. Custos fixos são àquelas contas que chegam todo mês, independente, se compraste produtos ou não. É o caso das contas de água, luz, telefone, internet, aluguel e tributos como o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano).

Pereira atenta para a percepção das transformações que acontecem nesta era de globalização na qual o mercado luta para tornar todo tipo de dívida em custo fixo. “Tudo que ultrapassa dose meses (parcelas) vira custo fixo”, enfatizou. “Isto acontece, por exemplo, quando a gente adere a um plano de internet ou TV por Assinatura onde a operadora exige que a gente assine o ‘Termo de Fidelidade’ que dura, pelo menos, dois anos. Ou seja, por um ano, aquela conta será um custo fixo que vai comprometer o salário”, frisou João Pereira.

Feito os cálculos, o trabalhador deve ter ciência das suas reais necessidade a fim de enxugar as contas de custo fixo. “É o caso em que a pessoa precisa se questionar até que ponto ela tem a necessidade de ter uma TV Paga em casa ou ter a assinatura de uma determinada revista”, questionou o economista ao destacar que este é o segundo passo para se livrar das dívidas.

Pereira define o terceiro passo, e talvez o mais importante, como o perspicaz que a pessoa pode dar, pois é nele que se deve ter a sensibilidade de que ele terá renda suficiente para pagar aquela conta. “É importante a gente ter consciência de que não podemos ter tudo o que queremos e isto é essencial para conhecer o passo de uma manobra na hora da compra”, aconselhou.

Esta recomendação se baseia no princípio de mercado que foi citado lá no primeiro passo quando se falou que o comércio trabalha para que o negócio feito com o consumidor se torne um custo fixo. “É uma estratégia que as lojas e empresas utilizam para capturar a sua renda”, disse.

(Diário do Pará)

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