A Associação de Pais de Estudantes do Pará (Apaiepa) e o Sindicato das Escolas Particulares do Pará (Sindep-PA), junto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Procon e outras instituições, se reúnem, às 11h de hoje, na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), para tentar fechar um acordo para o índice de reajuste das mensalidades das escolas privadas do Estado para este ano.
Três reuniões já haviam sido realizadas no ano passado, mas as entidades não chegaram a um acordo. As escolas apresentaram uma proposta de reajuste de 2% acima da inflação, que não foi aceita. Eles estavam aguardando então a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para baterem o martelo. Este índice foi divulgado pelo governo, ontem, e ficou em 6,2%.
“É uma inflação alta, como prevíamos”, afirma Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA, o que, segundo ele, pode dificultar mais ainda a negociação. Ao longo dos 19 anos em que o acordo vem sendo feito, já houve acordos até abaixo da inflação, segundo ele. “Em nível nacional, as escolas pedem reajustes que variam de 10% a 12%. Aqui a proposta inicial era de 8%. Com 6,2% (de inflação) vão querer mais”, diz Sena.
SINDEP
“Pela lei, não temos que seguir índice nenhum nem somos obrigados a discutir com pais, mas damos esse direcionamento às escolas”, afirma Suely Menezes, vice-presidente do Sindep-PA. De acordo com ela, cada escola é livre para decidir que reajuste adotar.
Segundo Roberto Sena, o acordo que vem sendo renovado há 19 anos abrange desde escolas de ensino infantil até universidades particulares de todo o Estado. “O acordo é sério e vem sendo respeitado por todos”, diz Sena. Também participam dele o Ministério Público, a OAB, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e União Nacional dos Estudantes.
(Diário do Pará)
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