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Dezenas de pessoas se reúnem para pedir paz

Em meio a um tempo chuvoso, dezenas de pessoas caminharam pelas ruas de Belém pedindo paz, com cartazes e desenhos de corações vermelhos nas mãos. A passeata, realizada pelo Movimento pela Vida (Movida), foi em alusão ao Dia Estadual do Movimento pe

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Em meio a um tempo chuvoso, dezenas de pessoas caminharam pelas ruas de Belém pedindo paz, com cartazes e desenhos de corações vermelhos nas mãos. A passeata, realizada pelo Movimento pela Vida (Movida), foi em alusão ao Dia Estadual do Movimento pela Vida e Paz.

As famílias que fazem parte do grupo fizeram a concentração na Praça do Operário, em São Brás, e saíram caminhando até a avenida João Paulo II com a travessa Mauriti. O ponto final escolhido corresponde ao mesmo local onde Gustavo Russo foi assassinado em 2005.

Após oito anos da morte de Russo, a fundadora e coordenadora do Movida e mãe da vítima, Iranilde Russo, ajuda a realizar várias ações de combate à impunidade de casos de assassinatos. “Sempre realizamos essa caminhada no dia em que tudo aconteceu. Meu filho foi morto por um motivo fútil, assim como muitos outros entes de pessoas que estão aqui. Não podemos deixar isso continuar”.

Em 2012 foi sancionada a lei estadual nº 7.627 que estipula a data de ontem como o Dia do Movimento pela Vida e Paz. A caminhada fazia alusão à campanha “Conte até dez. A raiva passa e a vida fica”, que está sendo divulgada por todo o país.

O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado e coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, José Maria Costa Lima Junior afirmou que crimes cometidos por motivos banais infelizmente são comuns.

“Identificamos nos dados nacionais que grande parte dos homicídios que aconteciam no país eram cometidos por impulso e por motivos banais. Deixar os crimes impunes estimula ainda mais a violência, por isso estamos juntos nessa batalha”.

Andrelina Pereira, mão de Bruno Abner, morto em 2008 no bairro do Telegrafo, também integra o grupo. “Esse grupo para nós é uma terapia. Para nós que invertemos uma lei natural da vida, que é enterrar um filho, não é nada fácil. E por isso lutar para que esses crimes não fiquem impunes é o nosso maior lema”.

(Diário do Pará)

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