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UFPA: 25% faltaram às provas indígenas

Um percentual de 25% de faltas entre indígenas que disputam vagas em graduações por cotas e um total de 18% de ausentes entre candidatos inscritos na disputa pelo curso especial de Etnodesenvolvimento. Esse foi o saldo das provas dos processos selet

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Um percentual de 25% de faltas entre indígenas que disputam vagas em graduações por cotas e um total de 18% de ausentes entre candidatos inscritos na disputa pelo curso especial de Etnodesenvolvimento. Esse foi o saldo das provas dos processos seletivos especiais da Universidade Federal do Pará (UFPA), realizados ontem em Belém, Altamira e Marabá. Ao todo, 109 candidatos de origem indígena (de 60 povos diferentes) e de comunidades tradicionais da Amazônia estavam aptos para concorrer a vagas na instituição, através de prova de redação e entrevistas individuais.

Na corrida pelas cotas indígenas, o curso mais concorrido foi de Medicina, com 7,5 candidatos por vaga. Este é o quarto ano que a UFPA oferta duas vagas nos cursos de graduação para estudantes de origem indígena. Candidata a uma vaga no curso de Odontologia, pelo segundo ano consecutivo, a indígena Jesus Meire, 25, da etnia Tucã, se revelou com boas expectativas quanto ao seu desempenho na prova de redação. “Foi fácil para se escrever. Pedia que falasse de uma comida típica de nosso povo e a importância dela na preservação de nossa cultura”.

O índice de faltas foi considerado elevado pela organização do concurso. Em Belém, dois dos 23 candidatos não compareceram à avaliação. Em Altamira, oito dos 22 inscritos também faltaram, e em Marabá cinco dos 15 candidatos foram eliminados por falta. Dos mais de cem estudantes indígenas que solicitaram inscrição no vestibular, apenas 60 deles tiveram a inscrição homologada pela UFPA. De acordo com a organização do concurso, o maior problema foi a falta de apresentação de documentos escolares e da Declaração de Pertencimento a etnias.

Ribeirinhos, extrativistas, assentados, indígenas e quilombolas também poderiam se inscrever para disputar uma das 45 vagas do curso de Etnodesenvolvimento. Dos 49 inscritos no concurso, 40 compareceram para realizar a redação e participar das entrevistas individuais em Belém e em Altamira.

Ao todo, a UFPA oferta 1.021 vagas em processos seletivos especiais, paralelos ao vestibular 2013. Além de 358 vagas para indígenas e de 45 para o curso de Etnodesenvolvimento, 179 vagas eram para pessoas com deficiência, na qual 49 foram aprovados. A lista foi divulgada junto com o resultado do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) no início de

janeiro.

O resultado da seleção da UFPA para indígenas deve ser divulgado até a próxima semana, pelo site www.ufpa.br.

(Diário do Pará)

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