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Incêndio atinge casarão na Gaspar Viana

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal devem fazer hoje uma vistoria no casarão que se incendiou ontem, na esquina da rua Gaspar Viana com antiga Doca do Reduto, a fim de confirmar ou não o risco de desabamento. Esta é a quarta vez que o ve

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O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal devem fazer hoje uma vistoria no casarão que se incendiou ontem, na esquina da rua Gaspar Viana com antiga Doca do Reduto, a fim de confirmar ou não o risco de desabamento. Esta é a quarta vez que o velho prédio é atingido por um incêndio em menos de três meses. Porém, este foi o de maior proporção, tanto que os moradores vizinhos retiraram os móveis de dentro de suas casas com medo das chamas atingir as residências.

Não houve tumultos. Testemunhas acreditam que o fogo foi provocado por moradores de rua que utilizavam o casarão como esconderijo para consumir drogas e manterem relações sexuais. Não havia ninguém no interior do espaço e os bombeiros levaram cerca de 25 minutos para controlar as chamas.

A fumaça negra começou a sair do interior do casarão por volta das 16h30, chamando a atenção dos funcionários de um posto de gasolina na rua Gaspar Viana, que fica de frente para o prédio.

“Em menos de dois minutos o fogo tomou conta do casarão e os funcionários do lava jato tentaram ajudar, mas a mangueira não chegava até lá”, disse o frentista Maurício Cabral, 20 anos.

Moradora de um prédio residencial, que fica ao lado do casarão, Karina Saliba, disse que em segundos a fumaça tomou conta de seu apartamento e, quando olhou pela janela, viu o fogo tomar conta do prédio antigo. “Em outubro esse mesmo acidente aconteceu e na época nos assustamos muito”, destacou.

O sargento PM Reis, do 2º Batalhão da 1ª Companhia, chegou assim que o fogo começou. “Vimos a fumaça preta e viemos imediatamente. Acreditamos que o incêndio foi provocado por moradores de rua, porque quando chegamos alguns deles correram”, disse o policial.

CHAMAS

Quando os bombeiros chegaram, as chamas já haviam se espalhado por toda a estrutura de madeira que sustentava o telhado e o piso do pavimento superior. Segundo o subtenente Marco Garrido, a principal dificuldade foi o acesso à parte interior do imóvel, pois as vigas que sustentavam o piso ameaçavam cair. Dois carros e um caminhão pipa foram utilizados durante a operação.

“Nós cuidamos de resfriar a parede do prédio ao lado e combatemos as chamas pelo lado de fora. Depois de controladas, atacamos os focos de incêndio. A nossa preocupação é o risco de desabamento porque quatro vigas de sustentação já caíram”, informou o bombeiro.

Na rua ao lado, cacos de telha e tijolos que estouraram por causa da quentura. O morador de uma residência que fica atrás do casarão, conhecido por Gabriel, 82, contou com a ajuda de vizinhos para retirar os móveis de sua casa. “Eu me assustei quando vi a fumaça e escutei os estalos, saí para olhar e vi que tudo estava pegando fogo e fiquei com medo do incêndio atingir a minha casa. É a terceira vez ateiam fogo nesse casarão, mas nunca foi tão grande”, disse o morador.

Estrutura está comprometida e será alvo de perícia

Em aproximadamente 25 minutos o fogo foi controlado pelos bombeiros. Ao final da operação, a capitã do Corpo de Bombeiros amara Carvalho ressaltou que a estrutura do prédio está comprometida. “Só a perícia de incêndio vai afirmar se o desabamento pode ser iminente. Tivemos dificuldades de acesso, mas conseguimos controlar as chamas num curto espaço de tempo”, disse.

Ela informou que depois que a perícia fizer o levantamento, os técnicos e engenheiros têm o prazo de cinco dias para divulgar o resultado. “A Defesa Civil Municipal também deverá vir amanhã (hoje) fazer uma vistoria. Esta é a quarta vez que um incêndio atinge este casarão que é muito antigo”, acrescentou. Os três últimos aconteceram num intervalo menor que três meses.

Os donos do imóvel não compareceram ao local e não se tem a confirmação se o prédio é tombado por algum órgão de proteção ao patrimônio histórico. Sabe-se apenas que o Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Dphac) do Estado do Pará já teria manifestado interesse em fazer um acordo com os donos para revitalizarem o prédio, mas não se tem informações se o acordo foi realizado.

(Diário do Pará)

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