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O desafio é impedir a entrada ilegal de produtos

Celulares, carregadores, bebidas alcoólicas, drogas, armas de fabricação caseira. Esses são os itens mais comuns encontrados nas carceragens de todo o Estado. Para coibir o problema, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) i

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Celulares, carregadores, bebidas alcoólicas, drogas, armas de fabricação caseira. Esses são os itens mais comuns encontrados nas carceragens de todo o Estado. Para coibir o problema, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) intensifica o serviço de revistas diárias e programadas, mas admite: vencer a é um desafio.

“Nós mantemos uma busca incessante em todo o sistema. Não podemos fechar os olhos para a facilidade de acesso a um aparelho celular e ter a compreensão de que através dele o preso não faz contato apenas com seus familiares. Dentro das cadeias, o celular é usado como ferramenta de crime e, por isso, não descansamos nessa busca”, afirma o diretor em exercício do Núcleo de Administração Penitenciária (NAP) do Pará, capitão Jamberson Souza.

Segundo o militar, atualmente duas medidas de inspeção são adotadas no sistema penitenciário do Estado. Na primeira delas, realizada diariamente, agentes penitenciários percorrem uma a uma as celas à procura de qualquer material proibido. “Aproveita-se o horário de saída dos presos para o banho de sol para uma revista completa nas celas. Os agentes verificam inclusive se há barras de ferro soltas ou paredes em falso”, garante o capitão.

Denominada revista programada, a segunda medida de segurança é mais minuciosa e ocorre com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. “Essa acontece uma vez por mês. Nós encaminhamos uma relação de todas as casas penais para o Comando de Missões Especiais e, quando há o ‘ok’, fazemos o cronograma. Apenas o diretor tem conhecimento sobre a data da revista”, esclarece o diretor, lembrando que tais visitas são realizadas mensalmente em um intervalo de tempo que, geralmente, ocupa toda a manhã.

APREENSÕES

No ano passado, 2.110 aparelhos celulares foram localizados nas carceragens do Estado, 36 a mais que em 2011, quando 2.074 aparelhos foram apreendidos. Todo o material encontrado é enviado ao Serviço de Inteligência da Polícia Militar e da Segup, à exceção dos entorpecentes, que são encaminhados para a delegacia de Polícia Civil mais próxima.

Nos casos em que o material é encontrado dentro da cela, uma investigação é aberta com a finalidade de se localizar o responsável. O preso que descumpre as regras do sistema recebe uma punição administrativa que varia de advertência a 30 dias de isolamento. “Também tem comprometida a avaliação de comportamento, que é o critério subjetivo utilizado pelo judiciário na hora de expedir uma decisão”, lembra o coronel.

ENTRADA

O diretor afirma ainda que a principal porta de entrada de materiais proibidos nas prisões continua sendo visitantes e funcionários e que, por isso, também são intensificadas revistas com detector de metais para liberação da entrada por essas pessoas.

“Além dessas revistas, o governo está implantando agora um sistema de bloqueador de sinal para celular dentro das prisões. Em janeiro e fevereiro, deve acontecer o teste em uma de nossas unidades e, se ficar comprovada a eficácia do bloqueador, um contrato deve ser fechado. Tudo em nome de um combate mais eficaz”, pontuou o diretor interino, que, por medida de segurança, não revelou o nome da unidade prisional que entrará em fase de teste.

(Diário do Pará)

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