O Pará é um dos estados da região mais afetados pelas fortes chuvas do chamado inverno amazônico, que incide entre os meses de dezembro e junho.
Para garantir suporte aos municípios atingidos por enchentes, alagamentos e enxurradas, a Defesa Civil do Estado do Pará realizou reunião com órgãos da esfera federal, estadual e municipal, para debater as ações do Plano de Contingência 2013, que será adotado em situações de desastres naturais.
Segundo o plano apresentado no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, altos investimentos serão destinados para ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução de municípios, caso se concretizem danos impactantes.
Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel José Almeida, o plano contempla, neste primeiro momento, a fase de preparação. “Estamos capacitando os agentes de defesa civil, principalmente na esfera municipal. Esta ação antecede a resposta, que seriam as ações de socorro propriamente ditas, em caso de desastres” explica.
O plano prevê, ainda, o armazenamento de kits humanitários com alimentos e medicamentos, construção de abrigos e aquisição de equipamentos utilizados pelos municípios do interior em caso de chuvas acima da média ou cheia dos rios.
O coronel Almeida destacou, ainda, as principais ações do Plano de Contingência 2013, que são: o Sistema Regional de Manejo de Incidentes – criado no ano passado, quando o plano foi adotado pela primeira vez no estado – e a definição de grupos de trabalho. O sistema permite a interação direta entre as seis regionais da Defesa Civil, com o objetivo de ampliar os recursos e agilizar o atendimento nos municípios que venham a ser impactados.
Já os grupos de trabalho são três: grupo de monitoramento do clima e do nível dos rios, o que ajudará a prevenir as cidades contra os desastres; grupo de resposta, encarregado de agir diretamente junto à população, por meio dos atendimentos de urgência e emergência durante um desastre e o grupo de reconstrução, que é responsável pela reabilitação das cidades afetadas.
O plano foi desenvolvido com base nos anos anteriores quando, em média, 34 mil famílias, em 30 cidades do Pará, foram afetadas pelas chuvas e pelo aumento do nível dos rios nesse período do ano. Em 2012, para se ter uma ideia, 23 municípios foram castigados por fortes chuvas, porém, segundo o coronel, nenhuma cidade ficou em situação de emergência.
Segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o Estado do Pará, apesar das fortes chuvas, não deverá apresentar situações de cheias. Segundo o chefe da Divisão de Meteorologia do Sipam, Márcio Lopes, isso acontecerá devido ao baixo índice de chuvas na região sul do Pará durante o mês de outubro do ano passado. Este período de seca intensa, com um baixo índice pluviométrico, refletiu diretamente no nível baixo de água nos reservatórios das barragens e usinas hidrelétricas. (DOL, com informações da Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar