O deputado estadual, Martinho Carmona (PMDB) reafirmou nesta sexta-feira (18) a decisão de concorrer à presidência da Assembleia Legislativa do Pará (AL) contra o candidato do governo, o deputado estadual Márcio Miranda (DEM). A coalizão que une PMDB e PT está mantida e, a partir de agora, as duas legendas trabalharão juntas para buscar os votos necessários para a eleição da mesa diretora.
Como a decisão é por maioria simples, vence quem tiver 21 votos entre os 41 deputados. “Em um colégio eleitoral tão restrito e qualificado, uma eleição pode ser decidida em questão de horas”, disse o deputado estadual Carlos Bordalo (PT), afirmando que o jogo ainda não está definido, embora Miranda, que tem o apoio do governador Simão Jatene, venha anunciado já ter conquistado mais de 22 votos.
FEVEREIRO
A eleição da AL está marcada para 1º de fevereiro. Até lá as conversas serão intensificadas. Márcio Miranda ainda trabalha por uma chapa de consenso, o que evitaria a disputa na AL, mas deputados ouvidos pelo DIÁRIO afirmam que esse cenário é pouco provável.
A reunião entre PT e PMDB e o reforço oficial da aliança ocorreu quatro dias depois da visita de Miranda à sede do PT, o que gerou boatos de um possível acordo entre petistas e tucanos e críticas internas na legenda.
“Não estamos em uma guerra religiosa onde um cristão não pode visitar uma mesquita. Estamos em um processo democrático. O candidato pediu votos, mas daí aos eleitores darem esse voto vai uma distância”, disse ontem o deputado Bordalo, um dos articulares das conversas com o PMDB.
O encontro entre as lideranças das duas legendas ocorreu, no final da manhã de ontem, no escritório do deputado Martinho Carmona e, além dele, estavam presentes os peemedebistas Parsifal Pontes e Nilma Lima. Pelo PT, participaram, além de Bordalo, o ex-deputado federal Paulo Rocha, o presidente estadual do PT João Batista e o também deputado estadual Airton Faleiro.
“Esse encontro já estava marcado. Não foi provocado pela reunião do PT com o Márcio Miranda, mas é claro que o assunto foi tratado”, contou Parsifal Pontes, garantindo que nada mudou nas relações do bloco. Além de reafirmar que está mantida a aliança PMDB/PT, os deputados discutiram a estratégia de conversas com os deputados, na reta final da campanha. “Ainda temos duas semanas para a eleição. Até lá muita coisa pode acontecer”, disse Pontes.
(Diário do Pará)
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