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Empresários aguardam decisão do governo federal

A construção da hidrovia do Tocantins, projeto estratégico de convergência econômica com influência entre os estados do Pará, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e Tocantins, depende apenas do aceno do governo federal, que ficou de revelar, desde novembro

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A construção da hidrovia do Tocantins, projeto estratégico de convergência econômica com influência entre os estados do Pará, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e Tocantins, depende apenas do aceno do governo federal, que ficou de revelar, desde novembro de 2012, os resultados do segundo estudo técnico para a viabilização da obra, que teve a verba retirada do Programa de Aceração do Crescimento – PAC, também em 2012.

Com os estudos em mãos se espera uma decisão técnica pelo modal hidroviário, esperança e sonho de empresários do sul-sudeste paraense, e que facilitaria a baixo custo o escoamento de tudo o que é e poderá ser produzido, além de dinamizar a interligação entre municípios dos cinco estados.

A hidrovia, se consumada, segundo a opinião de técnicos em logística da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração do Pará – Seicom, deverá levar desenvolvimento com base sustentável a todo o sul e sudeste paraense, onde a mineração, pecuária, siderurgia e o transporte das chamadas “cargas agregadas” são a fonte de emprego e renda para milhares de pessoas.

No entanto, a revelação do estudo de viabilidade, prometido, e que ainda é um impasse, terá que vir à tona a partir do governo federal, o qual será acionado no início deste ano, por forças políticas dos estados interessados, para recolocar a verba da obra, nem que seja para a construção de um primeiro trecho, para tirar do papel o projeto tão aguardado.

VERBA

“Esperamos que o governo federal cumpra com a sua parte no sentido de recolocar no PAC a verba necessária para viabilizar a hidrovia Tocantins”, confessa o titular da Seicom, David Leal, que vem fazendo do exercício do diálogo a ponte com interlocutores da mineradora Vale e do poder público federal, num esforço para garantir a viabilização dos trabalhos.

“E vamos alargar, se for necessário, o diálogo com esses estados limítrofes para discutir, explicar a importância do projeto para a região, os quatro estados”, acrescenta Leal. Por sua vez, se não concretizado o projeto, o estado do Pará poderá perder investimentos, especialmente nas regiões sul e sudeste, caso a hidrovia deixe de ser construída, de acordo com o titular da Seicom.

Se por um lado o projeto da Alpa não dependeria da hidrovia, por outro a siderúrgica Aline teria um perfil de exportar sua produção, que incluiria em seu portfólio chapas laminados para a indústria naval, máquinas de lavar, geladeiras, a chamada “linha branca” e até outros eletrodomésticos.“E a Aline significa para o Pará a possibilidade da construção do Polo Metal Mecânico de Marabá, uma expectativa enorme para os empresários daquela região, é bom não esquecer isso”, justifica o secretário da Seicom.

Mas, neste caso, o estado não vai esperar e decidiu que a construção do Polo Metal Mecânico iniciará por meio de uma parceria do governo do Pará com a Sinobras, empresa do Grupo Aço Cearense, que já decidiu duplicar e diversificar sua produção na planta do Distrito Industrial de Marába, a partir de 2014.

SONHO

A hidrovia do Tocantins é um sonho para empresários do sul e sudeste paraense, pois facilitaria, a baixo custo, o escoamento de tudo o que é e poderá ser produzido, além de dinamizar a interligação entre municípios dos cinco estados envolvidos.

(Diário do Pará)

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