Oito dias após a assinatura do decreto que instituiu o estado de emergência na saúde pública do município de Belém, chegou à capital no último sábado, a primeira remessa de materiais e medicamentos adquiridos em caráter de urgência para suprir as demandas oriundas das unidades de saúde e prontos-socorros municipais. A distribuição do carregamento que trouxe as primeiras unidades de gaze, esparadrapo, equipo, soros e remédios como analgésicos, antibióticos e anestésicos teve início ainda na noite do sábado.
“O abastecimento é imediato, começamos hoje [sábado] pelos prontos-socorros e unidades de atendimento 24 horas e na segunda damos continuidade em todas as unidades de saúde do município. A situação é alarmante”, disse o secretário municipal de saúde, Joaquim Pereira Ramos, que acompanhado do diretor geral da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Roberto Nunes, e de representantes dos departamentos de recursos e materiais e urgência e emergência acompanhou o descarregamento no Departamento de Recursos Materiais da Sesma, no bairro da Campina, por volta das 20h.
Instituído pelo prefeito Zenaldo Coutinho às vésperas do aniversário de Belém, o decreto de situação de emergência liberou o município da obrigatoriedade de realização do processo licitatório tradicional - que pode durar até três meses para ser finalizado. A Sesma garante que apesar de rápido, o processo foi transparente. “Mesmo sem a obrigação, foram realizadas cotações de preços. Vinte e duas empresas participaram do processo, cinco atendiam às nossas necessidades”, esclareceu o secretário de saúde. Cerca de mil itens diferentes estão sendo fornecidos à Sesma, em um total de 15 mil medicamentos e materiais técnicos. O total representa 60% do que seria necessário para garantir o atendimento no período de dois meses.
O restante dos medicamentos que também serão distribuídos nos distritos de Icoaraci e Mosqueiro é aguardado nesta segunda feira. A expectativa da Prefeitura é conseguir melhorar atendimento já nesses primeiros dias. “Nós encontramos os estoques zerados. Nada do que foi apresentado durante o período de transição condizia com a realidade encontrada. Acreditamos que a partir de agora vamos conseguir garantir o atendimento à população e o próximo passo é dar atenção também para os contratos de manutenção que devem passar por processos de licitação já que estão todos vencidos”, finalizou o secretário.
(Diário do Pará)
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